Frank Tamba durante debate no Campus Araguatins
Frank Tamba durante debate no Campus Araguatins

No primeiro debate dos candidatos a reitor do IFTO (Instituto Federal do Tocantins), realizado na noite desta segunda-feira, 16 de outubro, no campus de Araguatins, o professor Frank Tamba reforçou constantemente que é o candidato de oposição e defendeu um IFTO protagonista, que ocupe os espaços de poder disponíveis e seja atuante na sociedade. Além disso, o candidato também pregou o fim do isolamento da instituição, para que ela possa ter interlocução com toda a sociedade.

No debate, Tamba e o candidato do continuísmo, Antônio da Luz Júnior, apresentaram seus planos de gestão para o próximo mandato, se interpelaram com seis questionamentos diretos, responderam perguntas da plateia que lotou o auditório e trocaram algumas críticas. Em um momento, Antônio da Luz ofendeu o oponente e foi punido com um direito de resposta concedido a Tamba.

Já na sua apresentação, Tamba reafirmou um dos principais compromissos: trabalhar com impessoalidade e descartou qualquer possibilidade de reeleição. “Gestão não tem que ter nome de pessoas. O IFTO tem que ser atuante, protagonista, mas impessoal.  A reeleição fez mal para o Brasil e ela significa apenas um projeto de poder. Reeleição serve para que os gestores esqueçam os planos da administração e concentrem suas forças em permanecer no cargo”, destacou Tamba, que falou de sua experiência na instituição e fora dela, o que, segundo ele, abre os horizontes para uma interlocução maior com a sociedade e o setor produtivo.

No seu primeiro questionamento, Tamba perguntou como seria a relação da eventual gestão de Antônio da Luz com os agentes políticos. O candidato do continuísmo defendeu parceria com todos, mas sem a busca de interesses pessoais. Na réplica, Tamba destacou que a atual gestão ficou acomodada e não conseguiu respaldo de ninguém para investimentos no IFTO e defendeu a necessidade de se dialogar com deputados federais, estaduais, vereadores e todo o setor público para ir atrás de emendas e convênios. Segundo ele, com os cortes sucessivos no orçamento da União, essa é uma das  formas para a instituição poder fazer os investimentos necessários.

Tamba questionou diretamente Antônio da Luz, diretor do campus de Paraíso, sobre o porquê de a unidade ter perdido o status de campus agrícola durante a administração do representante do continuísmo.  Neste momento, Antônio da Luz se exaltou e acabou ofendendo Tamba. No final, porém, reconheceu que o status foi perdido por um problema técnico do IFTO e que está lutando para reavê-lo. Tamba assegurou que Araguatins vai continuar com esse status.

Outro ponto que focou o debate foi a autonomia financeira das unidades do IFTO. Tamba defendeu a continuidade do atual modelo, mas com suporte total da reitoria. Um dos exemplos citados pelo candidato oposicionista foi os campi avançados que  estão em sedes provisórias. “Quando falo em sair do isolamento e dialogar com todos, falo por exemplo na falta de contrapartida de prefeituras que deveriam ter disponibilizado a sede própria ao IFTO. Essa situação impede o instituto de fazer qualquer mudança e melhoria no prédio, pois ele não é seu. Precisamos firmar esses campi definitivamente em seus locais. A falta de contrapartidas dos poderes públicos tem travado o desenvolvimento do IFTO”, frisou.

Embora seja integrante da atual administração do IFTO há pelo menos oito anos, Antônio da Luz tentou colar em si a bandeira da mudança. Tamba respondeu que não se pode mudar colocando pessoas do mesmo grupo. “Sou candidato de oposição. Assumo esse protagonismo de oposição diferente do meu adversário que está na gestão desde 2008. Vamos implementar essa mudança. Vamos dar protagonismos ao instituto federal. Vamos sair do isolamento”, ressaltou Tamba.

Como um exemplo do isolamento e da ausência do IFTO, ele citou que o instituto não é referência para a sociedade e para os meios de comunicação quando se fala de pesquisa cientifica e estudo. “Fico muito triste que quando se tem uma reportagem sobre pesquisa e desenvolvimento, a gente veja a UFT, a Católica e outras universidades, no entanto o IFTO sequer é ouvido. Vamos mudar esse quadro. Com participação nos grandes debates da comunidade cientifica e de desenvolvimento, é que teremos um IFTO maior e melhor”, destacou.

O debate foi mediado pelo professor de Palmas Klaus Rene. Na próxima quarta-feira, 18 de outubro, será a vez do segundo confronto entre os candidatos, desta vez em Colinas.

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