Foto: Carlos Américo / ASCOM MS
Foto: Carlos Américo / ASCOM MS

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (30), em coletiva de imprensa realizada em Brasília (DF), que o sistema de saúde público brasileiro está sendo preparado, de forma preventiva, para atender possíveis pacientes infectados com o novo coronavírus e, para isso, abrirá processo de licitação para alocar novos mil leitos nos hospitais de referência indicados pelos estados. De acordo com o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, os termos de referência para o processo licitatório já começaram a ser elaborados e os leitos serão instalados em um período de até 30 a 40 dias, de acordo com os prazos legais e naturais de processos de licitação.

“O número de leitos será compatível com as demandas e, se precisar, vamos ampliar esse quantitativo”, informou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, ao destacar que a pasta disponibilizará os leitos com todos os insumos necessários, assistência técnica, manutenção e treinamento. “Ainda não podemos definir a distribuição desses leitos, que seguirão os critérios dos planos de contingência dos estados e a evolução da doença. Quando determinados locais precisarem de reforço de leitos de UTI, esses terão prioridades e colocaremos à disposição dos hospitais”, garantiu o secretário-executivo.

Nesta quinta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para o novo coronavírus. Com isso, uma ação coordenada de combate ao vírus deverá ser traçada pela organização entre diferentes autoridades e governos. Até o momento, nove casos no Brasil se enquadraram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela OMS.

Os eventuais pacientes com casos graves do novo coronavírus devem ser encaminhados pelos profissionais de saúde aos hospitais de referência definidos pelos estados para isolamento e tratamento. Os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização e ser acompanhados pela Atenção Primária e instituídas medidas de precaução domiciliar. Porém, é necessário avaliar cada caso.

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