Após mais um caso de crime contra a mulher ocorrido no último sábado, 17, o grupo “Mulheres Pela Ordem”, que respalda a pré-candidatura de Walter Ohofugi à presidência da OAB-TO, pede ações por parte da OAB-TO em desfavor da violência contra a mulher.

Ana Lúcia, de 23 anos, foi encontra morta na madrugada de sábado 17, na frente do filho de três anos. A suspeita da Polícia Civil é que ela tenha sido assassinada a facadas pelo marido, Cleones da Silva e Sousa, de 42 anos. O crime aconteceu em uma quitinete na Quadra 604 Sul, em Palmas.

Segundo dados do Ministério da Justiça, Palmas é a capital do país com maior índice de violência domestica, registrando uma média de 133 agressões por 100 mil habitantes dentro das residências. O Tocantins ocupa o segundo lugar entre os estados brasileiros no ranking de violência contra a mulher.

Para a advogada e militante dos direitos das mulheres, Graziela Reis, a relação de poder desigual e a discriminação de gênero alimentam esses tristes índices de violência no Tocantins. “A comissão da mulher na OAB precisa se posicionar frente às tão gravosa práticas. A OAB-TO tem o múnus público de atuar em parceria com os movimentos sociais e universidades, trabalhando para que o conceito de discriminação, desigualdade de gênero e violência sejam conhecidos e debatidos, de modo a exigirem do poder público as políticas necessárias para uma sociedade mais justa e igualitária” explica.

“A questão da violência em desfavor da mulher no Estado tem alcançado níveis alarmantes e a OAB precisa ter uma atuação contundente e incisiva, inclusive prestando auxílio na apuração e responsabilização dos crimes cometidos”, acrescentou Ohofugi.

(Grabriela Almeida)

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