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O Brasil é sem dúvidas um país de contradições. Enquanto são investidos míseros centavos na merenda escolar de estudantes da rede pública, o Governo gasta altíssimos valores na alimentação de presidiários, quando comparamos os valores.

No Estado do Tocantins, o governador Siqueira Campos (PSDB) resolveu terceirizar também a alimentação que é servida à comunidade carcerária. No final de 2011, o Governo do Estado já havia contratado a empresa Umanizzare por R$ 25 milhões, anualmente, para gerir o Presídio Barra da Grota, em Araguaína, e a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP).

Segundo o Sindicato dos Policiais (SINPOL), atualmente o Estado paga em média R$ 8,50 pela refeição diária de cada preso (almoço e janta). Com a terceirização, o valor passará para R$ 14,00 e, em alguns casos, chegará a R$ 16,00 o preço da refeição. Segundo informações, o custo total será de R$ 14 milhões de reais. Isso significa que a terceirização trará um aumento médio de R$ 6,50 no valor de cada refeição.

Para a presidente do SINPOL, Nadir Nunes, “é mais uma medida errada do governo”. Atualmente, a alimentação é preparada dentro das próprias unidades prisionais. Com a terceirização, será preparada fora e terá que passar por vistorias. “Vai criar um transtorno ainda maior, pois toda a alimentação que entra nos presídios tem que ser vistoriada, imagine o transtorno. Além disso, o Governo não conseguirá fazer o pagamento a cada 30 dias. No primeiro atraso a empresa vai suspender a alimentação”, alertou.

 

(Fonte: AF Noticias)

 

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