A mineradora Vale foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho a pagar indenização de R$ 400 mil a duas funcionárias que foram atacadas por uma onça suçuarana na mina de Carajás, sudeste do Pará. A mineradora havia movido recurso contra o montante que deve ser pago para uma das vítimas, mas o Tribunal negou os embargos declaratórios da empresa nesta quinta-feira 28. Outro recurso ainda está sendo avaliado. A Vale informou que não comenta processos que estão em andamento.

O ataque ocorreu no dia 22 de novembro de 2011, o primeiro dia de trabalho de Laurilete Canavieira Silva como auxiliar de serviços gerais na mina. Ela ia para o refeitório acompanhada da colega Maria Clotilde Silva dos Santos e, segundo o TST, solicitou à supervisora um carro.

Como não havia veículo disponível, as funcionárias seguiram a pé por um trecho de 300 metros no meio da Floresta Nacional de Carajás onde não havia cerca lateral ou qualquer tipo de proteção. Antes do TST, a Justiça Federal do Trabalho já havia dado ganho de causa para Laurilete .

Durante o ataque, que durou cerca de dois minutos, a cabeça, rosto, pescoço, costas e braços de Laurilete ficaram bastante machucados. O animal foi afatado por Maria Clotilde, com a ajuda de um motorista que passava pelo local. Por conta dos ferimentos, Laurilete deverá receber R$ 300 mil da empresa por danos morais, materiais e estéticos, enquanto a justiça determinou indenização de R$ 100 mil para Maria Clotilde por danos morais.

De acordo com o TST, a Vale  adotou medidas de segurança após o acidente, construindo grades de proteção e determinando que os trabalhadores não percorram o trajeto a pé. (G1)

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