A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) em cumprimento a legislação estadual e federal providenciou a destruição de 68 hectares de soja, de forma mecânica, cultivada durante o vazio sanitário, período proibitivo para produção da oleaginosa. A ação, que deve durar três dias, iniciou nesta quarta-feira, 29, em uma propriedade rural, localizada no município de Miracema, região central do Estado. O agricultor foi multado em R$ 7.200 por infrações administrativas e por risco de propagação de pragas nas lavouras da região.

Os técnicos da Adapec localizaram a lavoura irrigada por pivô central durante fiscalização de rotina. O empresário foi notificado e orientado a destruir a soja clandestina em 48 horas. Após esse prazo, os técnicos voltaram ao local e constataram que a determinação não havia sido cumprida, foi então lavrado multa e nova notificação. A área não era cadastrada e as sementes não tinham origem comprovada.

“A plantação irregular poderia afetar o status de excepcionalidade do plantio da soja nas Várzeas Tropicais, destinado a pesquisa e sementes, prejudicando 60 mil hectares da cultura, além de possibilitar a disseminação de pragas nas propriedades rurais vizinhas,” avaliou o diretor de defesa, sanidade e inspeção vegetal, Alex Sandro Arruda, acrescentando que o empresário tinha conhecimento dos riscos.

A Adapec tem um controle rígido de produção de soja com o monitoramento de 100% das áreas plantadas e cadastradas, levando também informações aos sojicultores. O vazio sanitário, responsável por quebrar o ciclo da ferrugem asiática, é uma medida respeitada pelos sojicultores tocantinenses, por isso este caso foi considerado atípico. “Somos referência nacional na produção de sementes de qualidade, por isso não podemos nos descuidar de algo conquistado com muitas lutas de toda a cadeia produtiva, afinal basta a ação irregular de um para causar grandes prejuízos a todos”, destacou o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

Na safra 2017/2018 a produção de soja sequeiro do Tocantins atingiu 2,9 milhões de toneladas, em aproximadamente um milhão de hectares. O produtor para efetuar o plantio deve seguir as normas previstas nas legislações estadual e federal, que visam preservar o patrimônio sanitário das lavouras, crescimento da produção e melhorias na produtividade. A Agência conta com uma unidade de serviço em todos os municípios do Estado à disposição dos produtores rurais para sanar dúvidas e prestar orientações.

Vazio sanitário

Começou dia 1º de julho e segue até 30 de setembro em todo o Estado. Nesta época, fica proibido o plantio de sementes da oleaginosa em lavouras de sequeiro. Esta medida é fundamental para prevenir e controlar a ferrugem asiática, a principal praga que ataca a cultura da soja.

Durante o vazio sanitário só é permitido o cultivo de soja nas várzeas tropicais, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Dueré, Pium, Formoso do Araguaia, Cristalândia e Guaraí. Nesta região, a Adapec autoriza o plantio da oleaginosa para fins de pesquisa científica e de produção de sementes, mediante um rigoroso controle e monitoramento da ocorrência da praga feito pelos inspetores da Agência.

 

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