Mauro Carlesse

O governador cassado Marcelo Miranda (MDB), rebateu as acusações feitas pelo governador interino, Mauro Carlesse (PHS), e membros de sua equipe, sobre a delicada situação financeira do Tocantins.  Miranda alega que em seu último mandato recebeu o Estado quebrado e sucateado, com uma dívida de R$ 4 bilhões, que já teria sido 75% quitada.

É gravíssimo que esse senhor e sua equipe venham a público distorcer os dados e a realidade, em função do medo de não sair vitorioso no processo eleitoral. O desespero demonstrado pelo senhor Mauro Carlesse só prova o quanto ele não possui capacidade de administrar a máquina pública. Se minha gestão foi tão desastrosa por que ele manteve em sua equipe de primeiro escalão nomes que faziam parte do nosso Governo?, questionou Marcelo Miranda.

Vale ressaltar, talvez pelo desconhecimento por parte deste governo interino, que a situação do Tocantins, apesar de não ser a ideal, já teve evolução considerável, comparada a dos demais estados da Federação, em todos os setores. Essa situação agravada se deve ao fato desta gestão interina ter decidido não honrar com compromissos e parcelamentos assumidos, que estavam em dia, e pagar apenas os gastos que ele e a própria equipe estão fazendo, totalmente sem controle, visando apenas conseguir votos, acusou o emedebista.

Dívidas

De acordo com Miranda, as dívidas alardeadas pelo governo interino, que passam de R$ 1,3 bilhão, já existiam quando ele assumiu o Executivo estadual em 1º de janeiro de 2015. No caso do Igeprev, por exemplo, este é um assunto que está nas mãos da Justiça para elucidar quem, de fato, desviou o dinheiro da garantia de uma aposentadoria tranquila para tantos servidores no Tocantins. Na nossa gestão fizemos foi recuperar milhares de reais que estavam investidos em fundos sem garantia e fazer o dinheiro render novamente em aplicações seguras, frisou.

Servidores

Miranda criticou as exonerações e classificou o tratamento de Carlesse para com o funcionalismo público de desumano. Segundo o governador cassado, a gestão do humanista tem atribuído aos servidores a alcunha de “cabos eleitorais”.

Não adotei a política do desemprego, como o fez este governo interino que, no meu entendimento, fez uma ação sem qualquer critério, sem mesmo levar em conta as centenas de pessoas que engrossaram os números do desemprego em nosso Estado, pontuou.

Para Miranda é estranho e constrangedor que Carlesse, especialmente por ocupar o cargo de presidente da Assembleia Legislativa, e por ser candidato a governador, ainda não possua o real conhecimento das condições em que se encontra o Estado.

É lamentável que o governo interino que aí está, esteja se valendo de uma visão meramente eleitoreira, tentando entrar para a história do Tocantins pela porta dos fundos, forjando a democracia, sem conhecimento de causa, e desprovido de qualquer projeto de governo para o Estado do Tocantins, criticou. (Com: Cleber Toledo)

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