A queda no consumo das famílias da Capital continua desde fevereiro desse ano. Em setembro, o quadro não é diferente. É o que revela a pesquisa de intenção de consumo das famílias de Palmas (ICF), do mês de setembro. O índice geral, que em agosto foi de 92,9 pontos, em setembro caiu para 89,6 pontos, recuando 3,3 pontos. Comparando com o mesmo período do ano passado, que registrou 115,1 pontos, a queda chega a 25,5 pontos. A ICF é realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O consumo atual revelou que 65% dos entrevistados estão comprando menos do que no mesmo período de 2014. Na perspectiva de consumo para os próximos meses 53,6% afirmaram que será menor se comparada aos últimos seis meses do ano passado. O acesso ao crédito ou empréstimo foi outro quesito negativo apontado, revelando estar mais difícil para 77,1%.

“Infelizmente, essas quedas no consumo das famílias palmenses retratam o que vem ocorrendo em todo o país, e agora com as recentes medidas econômicas anunciadas pelo Governo Federal não podemos esperar que esse quadro melhore. O empresário deve continuar fazendo a sua parte, ou seja, cortando gastos e evitando despesas ao longo desse restante de ano”, disse o presidente do  Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni.

Ainda na pesquisa, 46,3% das famílias disseram ser negativa a perspectiva profissional para os próximos seis meses. Quanto ao momento para consumo de bens duráveis, 50,8% afirmaram que este é um mau momento para se realizar esse tipo de compra.

Os pontos positivos ficaram por conta da condição da renda familiar atual revelando que 55,2% das famílias disseram estar melhor. A situação do emprego também se mostrou positiva, quando 71% garantiram se sentir mais seguros na sua atual ocupação.

O ICF é realizado mensalmente pela Fecomércio Tocantins, em parceria com a CNC. A pesquisa entrevistou 500 famílias nos últimos dez dias do mês de agosto em Palmas. O ICF analisa sete itens junto aos consumidores, quais sejam: situação do emprego, perspectiva profissional, situação de renda, acesso a crédito ou empréstimo, consumo atual, perspectiva de consumo, e momento para consumo de bens duráveis. Os números aqui apresentados foram obtidos do índice geral, ou seja, das duas categorias de famílias pesquisadas: as que ganham até 10 salários mínimos/mês e as que recebem acima desse valor mensalmente.

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