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    GERAL

    Impacto do covid-19: Setor cultural está entre os últimos a ter atividade normalizada, aponta pesquisa

    Por Norte do Tocantins8 de julho de 2020
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    Resultados preliminares da pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil” comprovam perdas importantes em termos de receita e indicam que artistas, empreendedores e profissionais da área, estarão entre os últimos a terem suas atividades normalizadas.

    Um primeiro boletim parcial do estudo constatou que entre as pessoas que trabalham nos setores cultural e criativo, a perda total de renda ficou registrada em 45,7%. Foram mais afetadas pessoas que recebem até um salário mínimo (54,6%), de 1 a 2 salários mínimos (37,1%) e de 2 a 3 salários mínimos (36,1%).

    Desde o início do isolamento social, as atividades mais impactadas com a perda total da receita foram os festivais e feiras (68,4%), seguidos do teatro (59,1%), da produção de filmes (53,9%) e da música (49,5%). Nos estados, a perda total de receitas do setor cultural no mesmo período foi mais sentida no Rio Grande do Sul (56%) e no Espírito Santo (55,7%), e menos sentida nos estados do Paraná (36,4%) e do Amazonas (38,6%).

    O sociólogo Rodrigo Correia do Amaral, um dos coordenadores do levantamento, destaca que é preciso observar o predomínio da informalidade e da baixa remuneração nesta amostra: “Apesar dos setores cultural e criativo contarem com uma mão de obra qualificada, na qual um percentual elevado de pessoas possuem o superior completo, a natureza do trabalho é muito caracterizada pela informalidade e pela baixa remuneração. Como nesta pesquisa 38,7% dos participantes são artistas, os resultados refletem a precariedade desta atividade no Brasil, onde o rendimento médio está entre 1 e 2 salários mínimos para 45% dos participantes”.

    O Sesc integra o esforço coletivo de pesquisadores, gestores públicos e instituições parceiras, que buscam com o estudo compreender o atual cenário da cultura na pandemia e oferecer informações aos gestores públicos, orientando o debate e a criação de saídas para a crise atual. Também trabalha no sentido de interiorizar a captura de dados nas diferentes regiões brasileiras, atingindo profissionais que residem em cidades distantes dos grandes centros, incluindo comunidades tradicionais.

    “Para nós do Sesc é uma grande oportunidade participar dessa pesquisa colaborativa para o fortalecimento da cultura no Brasil. Com presença em todo os estados, o Sesc atende cerca de 2000 municípios, através de 600 unidades espalhadas pelo país. Essa capilaridade possibilita a interiorização da pesquisa, foco de interesse do trabalho”, afirma Lucia Prado, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

    No portal http://iccscovid19.com.br , estão disponíveis notícias, e informações sobre ações adotadas para enfrentar os efeitos da pandemia nos setores culturais e criativos no Brasil e no mundo.

    Além do Sesc, são parceiros na iniciativa, a UNESCO, a USP, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e as Secretarias e Fundações de Cultura Municipais; todos interessados em registrar a visão de indivíduos e coletivos sobre os impactos da covid-19 na área da cultura. Os resultados da pesquisa vão orientar a formulação de políticas para o enfrentamento da crise.

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