Agência Brasil

O governo da Noruega, que congelou seus repasses ao Fundo Amazônia por não concordar com as políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro (PSL), é o maior acionista da mineradora Hydro Alunorte, acusada de ter provocado um acidente ambiental com água contaminada na cidade de Barcarena, no Pará, no ano passado.

Em acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado (MP), a empresa se comprometeu a distribuir água potável até outubro deste ano e também a dar vales-alimentação à população atingida. A Noruega é dona de 34,26% das ações da Hydro Alunorte, a maior refinaria de alumínio do mundo fora da China. A empresa norueguesa é ainda acionista majoritária de outra mineradora na região: a Albrás. A Noruega também é o maior doador do Fundo Amazônia, somando 94% das doações feitas em mais de uma década.

A mineradora de alumínio está localizada em uma das áreas mais poluídas da floresta amazônica, e é investigada pelo lançamento de água de chuva não tratada no rio Murucupi (PA) em fevereiro de 2018. Segundo o MPF, Apesar de não ter sido comprovado o transbordamento dos reservatórios, a hipótese não foi descartada.

O laudo do IEC (Instituto Evandro Chagas), do Ministério da Saúde, avaliou danos ambientais e riscos à saúde humana causados pela água contaminada que atingiu a região depois de um período de fortes chuvas na região. Na região das comunidades que fizeram a denúncia, amostras das águas do rio Murucupi tinham níveis de alumínio, ferro, arsênio, cobre, mercúrio e chumbo acima do permitido na legislação brasileira.

Já a Hydro Alunorte tem se manifestado no sentido de assegurar que não houve vazamento ou transbordo dos depósitos de resíduos sólidos da refinaria. Segundo a empresa, mais de 90 inspeções realizadas por autoridades e especialistas ambientais atestaram a integridade de suas instalações. (Com informações da Folha)

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