A ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB/TO), participa nesta segunda-feira, 29, em Washington, nos Estados Unidos, de jantar com a presidente Dilma Roussef e o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama.  Na terça, 30, a Ministra e a Presidente tem nova reunião com o Presidente norte-americano e, em seguida, almoço com o vice-presidente dos Estados Unidos.

Nos encontros com os líderes norte-americanos, a presidente Dilma Roussef e a ministra Kátia Abreu, tem como ponto alto da agenda presidencial sensibilizar o presidente norte-americano a extinguir o embargo da carne bovina brasileira por parte daquele país.

Os Estados Unidos são os maiores consumidores de carne bovina do planeta com um total de 1,6 milhões de toneladas/ano, dos quais 1,02 milhão de toneladas/anos produto de importações. Com a certificação do Brasil em 100% livre da febre aftosa com vacinação, a Ministra vê como certa a abertura do mercado norte-americano para a carne brasileira, beneficiando, ainda, os exportadores tocantinenses.

Na balança comercial tocantinense (excluindo os EUA ainda com embargo) o Tocantins exportou no ano passado o equivalente a US$ 80 milhões de carne bovina (e derivados). De janeiro a maio de 2015, essa exportação já alcançou o patamar de US$ 71 milhões (dados da Cacex/Ministério da Indústria e Comércio Exterior). Mesmo sem a carne bovina, os Estados Unidos foram, em 2014, os maiores compradores de produtos tocantinenses, alcançando a cifra de US$ 82 milhões (52,02%). De janeiro a maio deste ano a posição foi conquistada pela China que importou do Tocantins US$ 26,1 milhões contra US$ 24,1 milhões importados pelos Estados Unidos. “Vamos abrir este mercado para os produtores do Tocantins, é uma luta antiga, conseguimos com muito esforço a certificação da OIE que abriu mercados na Europa e agora teremos dos Estados Unidos”, disse a Ministra.

Mercado da carne bovina – Em quase uma década e meia, de 2000 a 2014, as vendas externas brasileiras de carne bovina cresceram 727%, saindo de US$ 779 milhões para US$ 6,4 bilhões, de acordo com números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o Brasil vendeu carne bovina in natura para 151 países. E, ainda, carne bovina industrializada exportada para outros 103 países.

Ao mesmo tempo, segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, o mais recente, a região Norte do país foi a que apresentou maior crescimento do rebanho bovino, entre 1996/2006, com taxas anuais de 6,14%. Esse crescimento foi marcado, principalmente, pelo excepcional desempenho apresentado pelos estados do Pará, Rondônia e Tocantins.

Produção mundial – Levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) prevê que, em 2015, a produção mundial de carne bovina chegará a 59,7 milhões de toneladas equivalentes em carcaça. O Brasil, com 17% da produção mundial, está na segunda colocação entre os maiores produtores mundiais, superado apenas pelos EUA, com 19%. No caso das exportações, o Brasil liderou, no ano passado, com 21% das vendas mundiais de carne bovina, vindo em segundo lugar a Índia, detentora de 19% do mercado internacional do produto.

A carne bovina está entre os principais produtos do agronegócio brasileiro, presente em praticamente todos os estados. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), existem no Brasil 2 milhões e 673 mil estabelecimentos agropecuários com bovinos no país, além de uma área de pastagem superior a 158 milhões de hectares. A cadeia produtiva da carne, segundo a CNA, movimenta recursos de R$ 167,5 bilhões ao ano, gerando perto de sete milhões de empregos.

O Valor Bruto da Produção do segmento (VBP), ao final de 2015, deverá ser de R$ 93 bilhões, número expressivo se comparado com o desempenho do ano passado: R$ 78 bilhões. O fato é que o consumo de carne bovina está crescendo no mundo devido a três fatores básicos: aumento da renda; mudança nos hábitos de consumo; e crescimento populacional, indica estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Em 2050, prevê a FAO, a população mundial deverá superar 9 bilhões de pessoas e a demanda por mais alimentos e proteínas irá crescer. (com informações da CNA).

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