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    PARÁ

    Aids se multiplica em Marabá

    Por Norte do Tocantins21 de julho de 2014
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    Coordenadora do CTA
    Coordenadora do CTA
    Coordenadora do CTA

    A quantidade de novos casos de HIV/Aids em Marabá é considerada alarmante. De acordo com a coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Sandra Teixeira dos Santos, de janeiro a junho deste ano, já foram registrados 54 pacientes masculinos e 46 femininos de soropositivos. Ou seja, nesse período foram registrados 100 novos casos da doença.  A situação é preocupante, segundo ela, porque os números se mostram bem avançados em relação ao mesmo período em 2013.

    No ano passado, o CTA cadastrou 165 novos portadores do vírus, sendo 83 homens e 82 mulheres. As estatísticas desse primeiro semestre de 2014 já representam quase dois terços dos casos ocorridos no ano anterior e Sandra estima que, se continuar nesse ritmo, é muito provável que sofra um aumento considerável.

    Em 2012, foram 170 novos casos (83 masculinos e 87 femininos). Hoje, o Centro, localizado na Velha Marabá, possui um total de 1.316 pacientes de HIV/Aids cadastrados de 1998 a dezembro do ano passado. Desses, 868 estão sendo acompanhados e a maioria é de homens. A coordenadora informa que neste ano já ocorreram três mortes, motivadas principalmente pelo abandono do tratamento. Em 2013, duas pessoas morreram com Aids na região.

    Sandra comenta que, entre 2012 e 2013, os números se mantiveram estáveis, isto é, sem muita disparidade. Realidade que se mostra diferente, pelo menos até o presente momento. De acordo com a coordenadora, o quadro revela que os mais atingidos, em relação à orientação sexual, são os heterossexuais, entre 29 e 49 anos de idade. Ela explica que não há mais tanta discrepância entre solteiros e casados ou homens e mulheres.

    Os números de Marabá e região acompanham o crescimento de infectados no Brasil nos últimos anos, apontado pelos dados divulgados na última quarta-feira (16) pela Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids. O índice brasileiro subiu para 11% entre 2005 e 2013, ao contrário das estatísticas em outras partes do mundo, que reduziu 27,5% no mesmo período.

    O VÍRUS

    Existe uma diferença entre o paciente de HIV e o de Aids, conforme explica Sandra. No primeiro caso, o indivíduo continua saudável, apesar de ser portador do vírus. “Mas essa pessoa só tem o vírus, ela não está com Aids. Ela entra no programa e faz, a cada três meses, o exame de carga viral e o CD4, que é como vamos observar como está o nível de vírus e de células de defesa”, respectivamente, orienta a coordenadora.

    Quando o nível de vírus fica acima do normal e as células de defesa estão em baixa, é necessário que o paciente faça uso do antirretroviral. Se não houver esse controle, a pessoa não saberá que precisa do tratamento e poderá desenvolver a Aids que, de acordo com a explanação de Sandra, é quando a defesa do organismo cai e a carga viral sobe. Nesse momento, as doenças oportunistas aproveitam para agir.

    Doença como a toxoplasmose – que pode desenvolver a neurotoxoplasmose –, tuberculose, alguns tipos de fungos, doenças diarreicas e algumas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), que podem se tornar bem mais agressivas. “Tudo fica exacerbado quando a carga viral está alta”, arremata Sandra e acrescenta que, além do antirretroviral, os pacientes já recebem medicação para combater as doenças oportunistas.

    Por isso, a coordenadora enfatiza que o uso do antirretroviral deve ser contínuo e ela ilustra o funcionamento do fármaco no organismo do soropositivo. “As células de defesa são uma espécie de exército e o antirretroviral é um exército reserva, que você coloca para ajudar na luta. Tem que saber o momento certo, em que você está perdendo a guerra, para pedir esse reforço. Se você não sabe, como vai pedir ajuda?”, pondera.

    Saiba+

    De acordo com dados do CTA, os municípios paraenses que atingiram os maiores índices de HIV/Aids em 2013 foram Marabá, Rondon do Pará, Dom Eliseu, Jacundá e Itupiranga. Em relação à escolaridade, no ano passado, aumentou o número de casos de indivíduos com menos de 8 a 11 anos de estudos.

    Preconceito ainda é pior barreira enfrentada pelos pacientes

    A discriminação e o preconceito são as piores doenças enfrentadas pelos portadores de HIV/Aids. A coordenadora do CTA cita exemplos de casais que se separam quando um parceiro descobre que o outro está com o vírus, por medo de contaminação, e uma situação recente de paciente que cometeu suicídio, depois que um amigo descobriu que ele soropositivo e contou para outras pessoas.

    A fim de quebrar alguns paradigmas, Sandra esclarece que o risco de transmissão só acontece durante o ato sexual sem preservativo, uso de drogas injetáveis pela mesma seringa e acidentes de trabalho envolvendo, por exemplo, profissionais de Saúde, que podem entrar em contato com sangue contaminado, por meio de objeto perfuro-cortante. Em casos de mães e bebês, o vírus só pode ser transmitido pelo leite materno.

    Ela complementa que a doação de sangue deixou de ser um risco, devido ao controle que se tornou mais rígido nas instituições de transfusão. “O ato de doar é mais um serviço de diagnóstico”, conclui. Mesmo diante disso, Sandra acredita que ainda exista muito preconceito na sociedade. “As informações são muitas, mas as pessoas ainda tem a mente fechada”.

    O CTA é, muitas vezes, o lugar onde esses pacientes encontram o maior ponto de ajuda. Uma vez por mês, uma média de 20 portadores do vírus – quantidade considerada pequena diante das estatísticas – se reúne em um grupo de apoio para receber aconselhamento, segundo informa a coordenadora. (E.M.)

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