Médico responde a ações penais por suspeita de abuso sexual — Foto: Divulgação/TJTO

A Justiça condenou pela segunda vez o médico Paulo Rodrigues do Amaral, de 65 anos, por cometer abusos contra pacientes durante a realização de exames ginecológicos. No novo processo, ele terá que cumprir 10 anos e seis meses de prisão. Ele já foi condenado a mais de 28 anos em fevereiro deste ano.

A sentença deste novo processo levou em consideração os relatos de abusos sexuais contra três mulheres. Assim como no primeiro processo, as vítimas relataram situações constrangedoras que passaram durante atendimento com Paulo.

Em resposta à TV Anhanguera, a defesa de Paulo Rodrigues disse que não vai se manifestar sobre a condenação. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Na sentença, uma das vítimas contou que ele demorava muito, realizava toques invasivos, passava a mão nas partes íntimas dela, além de tê-la machucado. Outra denunciou que o médico passou a mão na virilha, perna e vagina de forma desagradável. A terceira vítima relatou que o médico a virou de costas e que ele encostou a coxa em seu corpo de forma maliciosa, enquanto realizava o procedimento.

Na análise do juiz Márcio Soares da Cunha, da 3ª Vara Criminal de Palmas, o ‘modus operandi’, ou seja, a forma como o médico agia com as pacientes era muito parecido em todos os casos, “sendo invasivo, tocando e alisando as partes íntimas das vítimas”, disse.

“Destaque-se que os atos libidinosos ocorreram de forma dissimulada, durante o exame de ultrassonografia vaginal, impedindo e dificultando a livre manifestação de vontade da vítima”, destacou o magistrado na sentença.

Paulo terá que cumprir a pena em regime inicialmente fechado. O juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. O médico está preso desde julho de 2023.

Comentários do Facebook
Artigo anteriorBolsonaro participará de evento do Progressistas em Palmas no mês de maio
Próximo artigoMantida condenação de mulher que matou procurador municipal de Palmas com golpe de martelo