Foto: Divulgação
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Mensalmente a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins, disponibilizam aos empresários pesquisas que avaliam o cenário de consumo, endividamento e inadimplência e confiança do empresário. Mesmo antes da pandemia do Coronavírus, essas pesquisas demonstravam uma certa queda no consumo e estagnação do endividamento, com exceção da confiança do empresário que havia crescido e da queda do porcentual dos inadimplentes.

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Ressaltando que os dados dessas pesquisas foram colhidos nos últimos 10 dias do mês de fevereiro, ou seja, antes da crise pandêmica assolar também o Tocantins, o presidente interino da Fecomércio, Domingos Tavares, acredita que a tendência será de maior retração ainda nos próximos meses. “As pesquisas dos próximos meses deverão mostrar uma queda muito maior do que a registrada em março. Todo o setor de comércio, serviços e turismo está sendo atingida com os resultados econômicos dessa pandemia e a Fecomércio tem agido para tentar minimizar esses impactos, principalmente buscando o apoio do Governo Estadual e dos municípios”, disse.

Na mesma linha, está o presidente da CNC, José Roberto Tadros, que avalia o cenário com cautela. “É nítido que os brasileiros mostraram estar mais confiantes com a atividade econômica este ano, mas é preciso aguardar os resultados de abril e acompanhar essa evolução diante do cenário econômico turbulento em escala internacional”, aponta.

No Tocantins, a pesquisa que mede a intenção de consumo registrou em março o índice geral de 99,4 pontos, uma queda de 2 pontos relacionado ao mês de fevereiro, após 3 meses na zona favorável que é de 100 pontos.  A maior variação negativa no mês foi com relação a intenção de aquisição de bens duráveis no período. Antes do Coronavírus, 38,9% achavam que seu consumo nos próximos meses seria igual ao mesmo período do ano passado, 29,8% que seria menor e 26,9% que seria maior.

Sobre a confiança do empresário do comércio, a pesquisa registrou um aumento na confiança do empresário de Palmas. O índice geral ficou em 137,7 pontos, o que mostra uma variação positiva mensal de 0,7% e anual de 2,4%. Já sobre o endividamento, o porcentual registrado é idêntico ao de fevereiro, 69%. Por outro lado, houve diminuição no porcentual de consumidores com dividas em atrasos (inadimplentes) e apenas 0,4% dizem não ter condições para pagar essas contas em atraso.

Para a assessora econômica da Fecomércio, Fabiane Cappellesso, um dado chama atenção neste momento de crise. “A maioria dos entrevistados que possuem dívidas disseram que o seu comprometimento de tempo com ela é de mais de 1 ano, ou seja, neste momento este é um dado preocupante, já que o cenário demonstra instabilidade e pode ser que essas dívidas já existentes tirem do consumidor o poder de consumo atual ou ainda, aumento o porcentual de inadimplência”, explicou.

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