Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook WhatsApp X (Twitter) Instagram YouTube
    Norte do TocantinsNorte do Tocantins
    • HOME
    • TOCANTINS
    • PALMAS
    • NORTE
    • POLÍTICA
    • ELEIÇÕES 2026
    • POLÍCIA
    • MARANHÃO
    • PARÁ
    • GERAL
    • SOCIEDADE & BLZ
    Norte do TocantinsNorte do Tocantins
    Início » Inconsequências de Marcelo Miranda estoura o limite de gasto com pessoal e afirma que não vai pagar data-base
    TOCANTINS

    Inconsequências de Marcelo Miranda estoura o limite de gasto com pessoal e afirma que não vai pagar data-base

    Por Norte do Tocantins18 de julho de 2016
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Tumblr E-mail
    Marcelo Miranda e Geferson Barros
    Marcelo Miranda e Geferson Barros
    Marcelo Miranda e Geferson Barros

    No primeiro quadrimestre de 2016, o Executivo estadual gastou 52,66% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) com folha de pessoal. Isso resultou ao Tocantins a liderança no ranking dos Estados que mais avançaram sobre os limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O governo local chegou a extrapolar 3,66 pontos percentuais acima do máximo estabelecido na norma, que é 49%. A informação é da Secretaria Estadual da Administração (Secad). “Nós entramos em colapso, somos o número um no ranking de desenquadramento da LRF. Isso é uma vergonha”, lamentou ao CT, o secretário Geferson Barros.

    Conforme o gestor, que apresentou ao CT o “raio x” da situação financeira do Estado, as despesas com servidores se tornaram insustentáveis, pois vem consumindo maior parte do caixa do Executivo estadual. Isso inviabiliza a expansão de gastos em áreas essenciais, investimentos, bem como o pagamento de concessões salariais.

    Atualmente, a pauta específica deliberada por todos os sindicatos, através do Movimento de União dos Servidores Públicos Estaduais Civis e Militares do Tocantins (Musme-TO) – que tem gerado impasse entre o funcionalismo público e o Executivo – é o pagamento da revisão geral anual, ou data-base. Existem outras demandas pontuais de cada categoria, mas são tratadas pelas entidades sindicais individualmente.

    A data-base é a reposição da inflação para os servidores e neste ano está calculada em 9,8307%. Esse percentual corresponde à recuperação das perdas inflacionárias apuradas pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), e deveria ter sido acrescido na folha salarial de maio, a ser paga em junho, de acordo com legislação estadual.

    Levantamento da Secad mostra que 34.359 servidores estão aptos a receber a revisão geral anual de 2016. O impacto do percentual de 9,83% nas contas do Estado, segundo Geferson Barros, seria de cerca de R$ 23.058.958,28 mensais, ou seja, mais de R$ 270 milhões no ano.

    O custo mensal que o governo tem com os servidores efetivos chega a R$ 234.577.398,60 milhões. Com a reposição salarial, a folha fecharia em R$ 257.636.356,88 milhões. Porém, deve somar-se a esse valor o pagamento dos 5.188 comissionados (R$ 9,2 milhões), 13.689 contratos temporários (R$ 34 milhões) – que ele alega ser de serviços emergenciais – e despesas indenizatórias (insalubridade, adicionais noturnos, plantões extras, horários extraordinários), que são variáveis. Mas, de acordo com o secretário, elevam esse volume total de folha a mais de R$ 300 milhões ao mês.

    “Em termos reais, em valores, hoje é impossível o Estado pegar a folha de pagamento, que já se encontra num valor muito acima daquele que ele poderia pagar, e acrescentar R$ 23 milhões de maneira repentina. Isso seria desastroso para as contas do Estado, infelizmente”, avaliou o dirigente da Secad.

    Retroativos da data-base 2015
    Além dos servidores reivindicarem a reposição salarial de 2016, há a cobrança também dos passivos da data-base de 2015 de quatro meses, que totalizam R$ 42,3 milhões. Após uma greve realizada em junho daquele ano o governo firmou acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe) que estabelecia o pagamento dos retroativos em 12 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.

    O Executivo deveria ter iniciado o repasse dos valores das parcelas em janeiro de 2016, mas isso não ocorreu. Segundo o secretário de Administração, faltaram recursos para cumprir com o acordo feito com os servidores. “Foi ausência de liquidez financeira. O Estado não teve um primeiro quadrimestre bom”, justificou Geferson.

    Déficit histórico
    A alegação do Executivo é que um “déficit histórico” gerou essa situação atual de “desequilíbrio” das contas públicas estaduais. “Até 2010 o Estado ainda tinha uma folga. Estava ali abaixo do limite prudencial [da LRF] que é 46,65%. A partir de 2010, que extrapolou o limite prudencial, se começou a fazer uma série de concessões que não acompanharam a receita do mesmo período”, explicou o secretário.

    Entre maio de 2015 e abril de 2016, somente com pessoal foram gastos R$ 3,3 bilhões, sendo que a Receita Corrente Líquida para o mesmo período foi de R$ 6.435.301.473,51 bilhões. Com o pagamento dos benefícios salariais e dívidas da gestão anterior, as despesas superaram a arrecadação em R$ 636.003.03,12 milhões. Além desse saldo negativo, herdado do ano anterior, segundo Geferson, a Administração calculou que ainda há R$ 210,3 milhões de passivos pendentes de 2011 a 2014.

    “Agora chegou num ponto em que a gente tem que priorizar. Ou a gente paga a folha, ou a gente concede aumentos, e não paga”, advertiu o gestor. “Então, melhor a gente tratar com a realidade com os servidores. Enquanto o Estado não tiver uma receita tributária suficiente para pagamento de despesas com pessoal, a gente vai continuar convivendo com essa condição de desequilíbrio”, ressaltou.

    Alta na Arrecadação
    Sobre a alta de R$ 26,8 milhões na arrecadação tributária própria do governo do Estado, apontada no levantamento da Federação dos Sindicatos dos servidores Públicos do Tocantins (Fesserto), Geferson reagiu afirmando que o aumento não é real. “Por mais que a receita tributária esteja crescendo, nós temos o problema de sazonalidade dos repasses do Fundo de Participação dos Estados [FPE], dívidas de gestões anteriores e os investimentos que são tão necessários para girar a economia”, alegou.

    “Vamos supor que eu tenha R$ 20 milhões de aumento, eu obrigatoriamente, mesmo estando com 52% de gastos com pessoal, tenho que única e exclusivamente priorizar a concessão de benefício salarial?”, questionou o gestor.

    Além do pagamento de dívidas e remuneração do servidor, o Estado é obrigado a custear mensalmente: demandas judiciais, cartas precatórias, repasse de duodécimos para os poderes Legislativo, Judiciário e instituições públicas; contas básicas como água, energia, aluguel e telefone. Portanto, o acréscimo de receita por meio da arrecadação, ainda é, segundo o secretário, “insuficiente” e “incapaz”.

    “Esse é o reflexo da nossa condição econômica. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi feita para garantir essa condição de equilíbrio para os Estados. Porque por mais que a receita cresça hoje, em algum momento ela vai acabar se adequando, mas, para que isso ocorra, a gente não pode aumentar a despesa, principalmente com pessoal, que é hoje com quem a gente gasta mais”, justificou.

    Para o dirigente da Secad, é importante e necessário que a sociedade compreenda que existem aspectos legais, técnicos e administrativos que interferem na relação pessoal-receita. “Primeiro existe o aspecto legal, que é do não extrapolamento dos 49%; segundo existe o aspecto técnico, se você extrapola, você tem uma condição de desequilíbrio; e terceiro, que é o mais importante, é que houveram concessões e aumentos salariais além das expectativas de receitas, ao longo dos anos”, insistiu Geferson Barros, acrescentando que a redução (desoneração) de folha de contratados e comissionados não foi capaz de suprir essas concessões.

    Outro argumento utilizado pelo gestor é que a inflação não afeta somente os servidores, mas também o financeiro estatal, porque contribui para o aumento do custo de manutenção do Estado. “O governo também faz suas aquisições, o governo também é utilitário de serviços, então, é complicado. O governo também sofre [com a inflação]”.

    “Impactos inevitáveis”
    De um lado há a justificativa dos sindicatos de que a reposição salarial vai , consequentemente, movimentar o comércio de benficiar a economia. Na contramão, o governo alerta que a concessão da data-base 2016 vai gerar impactos negativos “inevitáveis”: como parcelamentos e atrasos salariais, não pagamento de consignações e décimo terceiro, renegociação do Plansaúde e agravamento no impacto previdenciário.

    Geferson lembrou que foi a concessão da data-base 2015 que gerou o atraso no décimo terceiro do mesmo ano. “A gente fez a concessão da data-base num momento em que a gente não podia. Qual foi o reflexo disso que as pessoas não se lembram? A gente não conseguiu pagar o décimo integral. Nós pagamos para um grupo de servidores, depois pagamos o restante em janeiro”, disse, advertindo que o mesmo pode acontecer neste ano.

    “Nós vamos ter o mesmo enfrentamento agora, no último quadrimestre. Vai acabar faltando recurso, se a gente não parar. Se a economia não reage a ponto de a gente suprir, e a gente continua concedendo, nós vamos afundar mais ainda. O momento é da gente ter pé no chão, cautela”, frisou.

    Progressões
    De acordo com o secretário, todas as progressões salariais até dezembro de 2014 foram concedidas, falta conceder, entretanto, os benefícios a partir de janeiro de 2015. Mas a pasta ainda não tem o quantitativo exato de servidores aptos a progredir nesse período e nem previsão de quando os passivos das promoções serão pagos. “As comissões estão trabalhando e concluindo a avaliação do número de servidores e dos valores”, explicou.

    Bloqueio de Bens
    Questionado sobre a ação do sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (SINPOL) que pede bloqueio de 60% dos bens do Estado para o pagamento da data-base, Geferson disse acreditar no “bom senso” do Judiciário. “Na verdade, o sindicato não está tentando garantir o implemento de um direito. Ele está querendo de fato que exista um caos instalado de maneira absurda no Estado. Nós não temos condições, 60% das receitas totais do Estado não dá para pagar nem as despesas de pessoal de todos os poderes juntos. Mas a gente acredita no bom senso do Judiciário no julgamento da matéria”, comentou.

    Greve Geral
    Para o gestor, a relação com as entidades sindicais é “boa”. “Nunca houve em momento nenhum a falta de abertura de diálogo com as categorias”, afirmou. Apesar da avaliação positiva do secretário, os representantes sindicais vêm mobilizando o funcionalismo público para participar das manifestações e de uma possível greve geral que pode ser deflagrada a partir do dia 9 de agosto.

    O gestor da Secad acredita que haverá o entendimento com as categorias antes da deflagração do movimento grevista e fez um apelo: “Não é momento para paralisação. Quanto mais o servidor tente fazer com que o Estado pague um compromisso que ele não tem condições, só vai agravar mais ainda o quadro”.

    Entretanto, se ocorrer a paralisação, “o Estado vai adotar as medidas legais que lhe cabe e não vai aceitar abusos”, avisou Geferson Barros. “Nós temos o respeito e obrigação com os 35 mil servidores, mas nós temos 1,5 milhão de habitantes para cuidar e garantir o atendimento da população”, acrescentou.

    LRF
    Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os gastos dos Estados com pessoal (considerando os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) não podem ultrapassar 60% da Receita Corrente Líquida. Se a despesa total com pessoal estourar os limites, o percentual excedente deve ser eliminado nos oito meses seguintes, caso contrário o governo pode sofrer sanções. A lei duplica esse prazo se o crescimento do PIB for inferior a 1%.(Portal CT)

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
    Artigo AnteriorCaixa volta a suspender consignados para servidores estaduais por ausência de repasse por parte do governo
    Próximo artigo Sisepe denuncia e MP abre mais um inquérito civil para investigar Marcelo Miranda e seus secretários
    Vagas de Empregos

    Postagens relacionadas

    Senadora Professora Dorinha garante pagamento de mais de R$ 29,1 milhões e fortalece rede de saúde em 26 municípios do TO

    23 de abril de 2026

    ‘Quando descobrem, mandam embora’: vendedor que viralizou em Palmas denuncia demissão após epilepsia

    23 de abril de 2026

    CONFIRMADO! Rally dos Sertões volta a Porto Nacional volta a Porto Nacional para impulsionar turismo e economia local

    23 de abril de 2026

    MPTO denuncia estupro em campus de Miracema; UFT reforça apoio à vítima e cooperação com investigação

    17 de abril de 2026

    Governo do Tocantins explica impacto de indenizações a servidores e risco de perda de recursos do Fundo Amazônia

    17 de abril de 2026

    Wanderlei Barbosa participa de formatura histórica e reforça Bombeiros com novos equipamentos

    17 de abril de 2026

    Últimas Notícias

    Senadora Professora Dorinha garante pagamento de mais de R$ 29,1 milhões e fortalece rede de saúde em 26 municípios do TO

    23 de abril de 2026

    Fernanda Hofmann, vencedora do Festival de Compositoras do Tocantins, lança single sobre amor não correspondido

    23 de abril de 2026

    ‘Quando descobrem, mandam embora’: vendedor que viralizou em Palmas denuncia demissão após epilepsia

    23 de abril de 2026

    Emenda de Léo Barbosa viabiliza aquisição de ônibus para Crixás do Tocantins

    23 de abril de 2026
    Categorias
    • CURTAS
    • ELEIÇÕES 2026
    • ESPORTE
    • GERAL
    • MARANHÃO
    • NORTE
    • PALMAS
    • PARÁ
    • POLÍCIA
    • POLÍTICA
    • SOCIEDADE
    • TOCANTINS
    • VÍDEOS
    Facebook WhatsApp X (Twitter) Instagram YouTube
    • Fale conosco
    • Quem somos
    • Expediente
    • Anuncie no site
    • Envie sua notícia
    © 2026 Norte do Tocantins | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.