Servidores da saúde de Muricilândia, no norte do Tocantins, denunciam anos de negligência por parte das gestões municipais e cobram o cumprimento da Lei 662/2018, que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria. Segundo os profissionais, tanto a administração do ex-prefeito Alessandro Gonçalves Borges quanto a atual gestão do prefeito João Victor Borges Ferreira têm ignorado direitos garantidos aos trabalhadores da saúde.
Em manifesto divulgado pelos servidores, os profissionais afirmam que enfrentam não apenas o desgaste físico da rotina nas unidades de saúde, mas também o sentimento de desvalorização e abandono diante da falta de cumprimento das garantias previstas na legislação municipal.
Os trabalhadores relatam que, mesmo atuando em condições difíceis, com falta de profissionais, materiais hospitalares e medicamentos, continuam sem receber benefícios previstos no PCCR. De acordo com a denúncia, pedidos feitos ao longo dos últimos anos às duas gestões não tiveram resultados concretos.
Ainda conforme os servidores, a categoria buscou diálogo diversas vezes com o atual prefeito e com o secretário municipal de Saúde, Anemacton da Costa Brandão, tanto verbalmente quanto por meio de solicitações formais, pedindo a aplicação integral da Lei 662/2018. Apesar das promessas feitas pela administração municipal, os profissionais afirmam que o avanço é insuficiente e que as reuniões com a gestão são escassas.
No documento, os trabalhadores destacam que não buscam reconhecimento simbólico, mas sim o cumprimento dos direitos garantidos por lei e condições dignas para sustentar suas famílias. Eles afirmam que permanecerão mobilizados até que as reivindicações sejam atendidas.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Muricilândia e da Secretaria Municipal de Saúde sobre as denúncias apresentadas pelos servidores.

