A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid19 (PNAD Covid19), divulgada nesta terça-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima que o número de tocantinenses que fizeram teste para saber se estavam infectados pelo novo coronavírus teve leve alta de 2% em outubro frente a setembro, chegando a aproximadamente 199 mil pessoas, o equivalente a 12,6% da população do estado. Entre todas as pessoas que fizeram o procedimento, 30,1% foram diagnosticadas com a doença, cerca de 60 mil. O levantamento mostra também que em outubro, a flexibilização quanto às medidas de restrição e isolamento social continuou crescendo.

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A pesquisa aborda três tipos de testes: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. O Distrito Federal (23,9%) foi a Unidade da Federação com maior percentual de pessoas que fizeram testes, seguido por Piauí (19,1%) e Goiás (18,9%). Tocantins figurou em 9º lugar, caindo três posições em relação a setembro. Já Pernambuco e Acre registraram as menores taxas (7,9%).

Conforme a PNAD Covid19, dos tocantinenses testados 51,8% eram mulheres e 48,2% eram homens. A maioria tinha faixa etária de 30 a 59 anos de idade (52,3%) e 20 a 29 anos (21,3%). Os demais tinham 60 anos ou mais (10,7%), entre 10 a 19 anos (9,5%) e 0 a 9 anos (6,3%). Em relação ao nível de instrução, 39,4% tinham ensino médio completo ou superior incompleto, 27,4% não tinham instrução ou apenas fundamental incompleto, 21,3% superior ou pós-graduação e 11,9% possuíam fundamental completo ou ensino médio incompleto.

Conforme o IBGE, em outubro, cerca de 56 mil tocantinenses (3,5% do total da população) apresentaram algum dos 12 sintomas de síndrome gripal pesquisados (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade de respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de cheiro ou de sabor e dor muscular.). Em comparação com o mês de setembro (5,1%) houve retração. Desde o início da pesquisa, esse indicador tem registrado queda. Os meses de maio (9,4%) e junho (7,6%) apresentaram os maiores percentuais, julho teve proporção de 6,2% e agosto 7,3%.

O Instituto ainda estimou que 7,6 mil pessoas que moram no Tocantins (0,5% da população) apresentaram sintomas conjugados (simultâneos) de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid19 (perda de cheiro ou sabor e tosse – febre, tosse e dificuldade de respirar – febre, tosse e dor no peito). Em relação ao mês anterior (1,0%) também houve queda.

Dos tocantinenses que apresentaram algum dos 12 sintomas de síndrome gripal, cerca de 15 mil (26,2%) procuraram atendimento em estabelecimento de saúde e 41 mil (73,8%) não buscaram assistência médica. Por outro lado, das pessoas que tiveram um conjunto de sintomas associados à Covid19, a maioria (aproximadamente 5,4 mil ou 71,3%) procurou atendimento, os demais (2,2 mil ou 28,7%) não foram a postos de saúde, UPAs, pronto-socorros nem hospitais públicos ou privados.

Isolamento social

Quanto ao comportamento diante da pandemia, o IBGE estima que 84 mil pessoas (5,3% da população) não adotaram qualquer medida de restrição de contato em outubro. Em setembro, esse contingente era de 34 mil ou 2,1%. A maior parte dos tocantinenses, cerca de 659 mil (41,7%), reduziram o contato mas continuaram saindo de casa. No mês anterior o percentual registrado foi 36,6%. De acordo com os resultados, 638 mil (40,3%) ficaram no domicílio e só saíram em caso de necessidades básicas e 173 mil (10,9%) ficaram rigorosamente isolados. Frente a setembro (45,2% e 14,9%), esses dois últimos indicadores apresentaram queda. Esses dados mostram que a flexibilização das pessoas quanto ao distanciamento social continuou crescendo.

Na comparação por sexo, as mulheres registraram percentuais maiores que os verificados para os homens em medidas mais restritivas de isolamento, em outubro. Em relação aos grupos de idade, crianças e idosos respeitaram mais o distanciamento social: dos que ficaram no domicílio saindo apenas em caso de necessidade 28,6% tinha de 0 a 13 anos de idade e 14,6% 60 anos ou mais. Já dos que ficaram rigorosamente em casa 56,1% era da primeira faixa etária e 17,6% da segunda. Por outro lado, os tocantinenses com idade entre 14 a 29 anos e 30 a 49 anos se destacaram por não terem adotado qualquer medida de restrição de contato (45,5% e 33,5%, respectivamente).

Indicadores escolares

No Tocantins, aproximadamente 408 mil pessoas de 6 a 29 anos de idade estavam matriculadas em escola ou universidade em outubro, representando 61,7% da população desta faixa etária. Em relação à disponibilização de atividades escolares, 14,5% dos estudantes não tiveram atividades, 84% tiveram e 1,5% não tiveram porque estavam de férias. Em setembro, os resultados foram 27,3%, 69,9% e 2,7%, respectivamente, isso significa que houve aumento na disponibilização de tarefas.

Segundo a pesquisa, cerca de 15,7% dos estudantes tocantinenses do ensino fundamental e 10,3% dos alunos do ensino médio ficaram sem atividades escolares para realizar durante o mês de outubro. Na graduação a proporção foi de 15,3%. Em relação a setembro, nota-se que houve aumento na disponibilização de tarefas em todos os níveis escolares: de 67,7% para 82,6%, no ensino fundamental; de 76,9% para 88,9%, no ensino médio; e de 69,1% para 82,7%, no ensino superior.

Empréstimos

No estado, do início da pandemia até outubro em cerca de 29,6 mil domicílios (6,1% do total) algum morador solicitou dinheiro emprestado (pode ocorrer que mais de uma pessoa da mesma casa tenha feito o pedido). O IBGE estima que em 26,2 mil domicílios (5,4%) os pedidos de emprestímos foram atendidos e nos demais (3,4 mil ou 0,7%) o crédito não foi concedido. Isso significa que 88,5% dos lares tiveram a solicitação atendida.

Na análise dos pedidos de empréstimos segundo as fontes, a categoria banco ou financeira foi a mais frequente (81,1%). O percentual de domicílios onde algum morador conseguiu empréstimo com amigos ou parentes ficou em 19,4%, com outra pessoa ou local 1,7% e com empregador ou patrão 0,7%.

Cenário nacional

Conforme estimativa do IBGE, o número de brasileiros que fizeram algum teste de diagnóstico da Covid-19 subiu para 25,7 milhões em outubro. Desse total, cerca de 5,7 milhões testaram positivo para doença, o que corresponde a 22,4% das pessoas que fizeram teste e 2,7% da população. Em agosto, quando essas informações começaram a ser disponibilizadas, 17,9 milhões haviam feito algum teste e 3,9 milhões haviam recebido o diagnóstico positivo para o novo coronavírus.

O número de pessoas que não tomou nenhuma medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus aumentou 3,3 milhões em um mês no país, chegando a 9,7 milhões de pessoas, o que equivale a 4,6% dos 211,5 milhões de residentes no país. Do mesmo modo, o grupo de pessoas que ficou rigorosamente isolado reduziu para 26,3 milhões, menos 8,2 milhões na comparação com setembro. A maior parte da população (93,8 milhões) afirmou ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continuou saindo de casa ou recebendo visitas, 9,7 milhões a mais na comparação com setembro. Já quem ficou em casa e só saiu em caso de necessidade somou 80,7 milhões. Esse número reduziu em 4,6 milhões de um mês para o outro.

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