Foto: MPE

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína, ofereceu, nesta segunda-feira, 22, denúncia criminal em desfavor de Renan Barros da Silva, indiciado por homicídio consumado por três vezes, um homicídio tentado e ocultação de cadáver no município de Araguaína, em maio deste ano.

Na denúncia, o MPTO imputa as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum, emboscada e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Conforme o promotor de Justiça Guilherme Cintra Deleuse, o denunciado “não conhecia nenhuma das vítimas e as escolheu aleatoriamente à medida que passavam pelo local”.

Os crimes aconteceram na madrugada de 27 de maio deste ano. Segundo o apurado, as ações começaram por volta de 1h30. A primeira vítima conduzia uma motocicleta, na avenida Filadélfia, quando foi surpreendida pelos disparos. Francisco Regis Freitas Gonçalves foi atingido na cabeça e veio a óbito imediatamente.

As duas outras vítimas fatais foram Manoel Cassiano de Oliveira e Simião Neto Pereira, 40 minutos após o primeiro crime. Eles teriam caído da motocicleta na qual transitavam, após os disparos, e em seguida foram feridos com objeto cortante, na região da cabeça.

Às 3h, o autor atentou contra a vida de Ivan Lima França, que conseguiu fugir do local e teve a ajuda da Polícia Militar.

Na avaliação do promotor de Justiça, o denunciado praticou os crimes por puro prazer repugnante de matar, demonstrando ser uma pessoa sádica. A prática gerou perigo comum, uma vez que todos os disparos foram dados em via pública, de fácil acesso e com movimentação de pessoas. “Ficou comprovado que o denunciado fazia tocaia em um matagal, estando ele à espreita; e [agiu] por meio de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, oportunidade em que se colocava à frente das vítimas com a arma empunhada”, explicou que acredita se tratar de um serial Killer, pois já responde a outros crimes de homicídio no Maranhão.

Consta, na denúncia, que no local mencionado, durante o intervalo das execuções citadas, o denunciado ocultou os cadáveres das vítimas.

 

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