Com o tema, a visibilidade do ativismo negro na atualidade, o Colégio da Polícia Militar (CPM) de Araguatins, realiza nesta segunda-feira, 19, atividades em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. A ação visa refletir a posição dos negros na sociedade e destacar a luta dos afrodescendentes.

Dentre os assuntos abordados destacam-se: atuação política e cultural do negro, ativismo, protagonismo e busca de identidade. Os estudantes também discutirão questões sobre ativismo quilombola no Tocantins e no Brasil.

A programação conta com roda de conversa, que será mediada pelos professores, Sônia Maria de Jesus da Conceição, Maria Luísa Rodrigues de Sousa, Herli de Sousa Carvalho, Marina Resplandes da Costa e Maria de Fátima Batista Barros. Também serão oferecidas degustação de comidas típicas aos participantes do evento. Os alunos realizarão uma peça teatral com o tema: “Cota não é esmo!”, apresentação musical “A carne” e roda de capoeira.

De acordo com o gestor da unidade, major Márcio Cardoso Almeida, trabalhar a consciência negra valoriza a contribuição de um povo para o desenvolvimento do País. “O evento possibilita que os estudantes aprendam sobre a cultura negra e compreendam a luta por políticas públicas voltadas aos afrodescendentes. Tais políticas perpassam pela educação, pela apropriação da história e da identidade negra”, disse.

Organizadora do evento, Francy Leila Salazar, destacou a importância de ampliar o campo do respeito entre as raças e etnias no Brasil, para combater o preconceito e as práticas racistas, que quase sempre ocorrem de forma disfarçada.  “Celebrar o Dia da Consciência negra leva à compreensão e legitimação da luta dos negros na busca de representatividade nas várias esferas da sociedade”, disse.

Para Geovana Lopes, aluna do CPM, a data é um momento para demonstrar as pessoas o valor da história e da contribuição do negro para a identidade do povo brasileiro. A atividade acontece nos turnos matutino e vespertino.

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