O advogado Luiz Olinto foi transferido para uma cela no 1º Batalhão da Polícia Militar, em Palmas. O pedido foi feito pela Ordem dos Advogados e atendido pela Justiça ainda na noite deste domingo, 25. Ele é irmão do deputado Olyntho Neto (PSDB) e está sendo investigado por suspeita de envolvimento no escândalo do lixo hospitalar encontrado em um galpão no Distrito Agroindustrial de Araguaína, de propriedade da família do deputado Olyntho Neto.

Luiz Olinto foi preso na tarde de domingo, 25, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça de Araguaína e chegou a ser levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas. Neste sábado (24), a polícia encontrou resíduos hospitalares enterrados em uma fazenda da família Olyntho.

De acordo com o delegado Romeu Fernandes, que responde pelas investigações, Luiz Olinto seria responsável por fazer pagamentos da empresa Sancil Sanantonio. Segundo as investigações, a empresa era do pai dele, o ex-juiz eleitoral e advogado João Olinto, e seria a responsável por despejar quase 200 toneladas de lixo no galpão.

Além disso, o advogado teria financiado a fuga de duas mulheres, que aparecem como sócias da empresa, e dos motoristas que transportavam o lixo.

“Ele efetuava o pagamento de despesas dessas empresas, sobretudo da Sancil, participava diretamente dos atos de gestão. Também financiou a fuga das meninas e dos motoristas. Teve toda uma participação ativa, sobretudo na tentativa de frustrar que a polícia localizasse as testemunhas e obtivesse provas”, explicou o delegado.

Ainda segundo a polícia, Luiz Olinto foi o mentor da tentativa de retirar o lixo hospitalar do galpão logo após a primeira tentativa de fiscalização feita por agentes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Araguaína. Na época, o pai dele, João Olinto, impediu a entrada dos fiscais.

O advogado Antônio Ianowich negou que Luiz Olinto tenha envolvimento no caso. “Nós vamos nos inteirar do processo, não sabemos os motivos que levaram a essa prisão até porque o Luiz foi preso agindo normalmente aqui em Palmas, ele não estava escondido, não tinha conhecimento de mandado e não tem porque se esconder. Apenas vamos nos inteirar do que está acontecendo e vamos solicitar ao judiciário que reverta essa decisão que é totalmente desnecessária”.

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