Com o objetivo de coibir as queimadas ilegais e promover a responsabilização de seus autores, os órgãos de controle com poder de fiscalização administrativa, contando com o apoio das tropas do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil, realizaram nova operação integrada, nesta terça-feira, 20, em Monte do Carmo.

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O município, localizado na região Central do Tocantins, a 89 quilômetros de Palmas, foi escolhido em decorrência da elevada incidência de focos de calor e cicatrizes de queimadas na última semana, detectada por meio de monitoramento por imagens de satélite.

As áreas com vestígios de queimadas foram percorridas em sobrevoos, em trabalho que visa a responsabilização dos autores de crime ambiental. Também foram identificadas áreas em vias de receber fogo para o preparo do solo para o uso agrícola, coibindo-se novas queimadas.

Para conseguir atingir uma maior área, os integrantes de operação se dividem em equipes e percorrem diversas rotas, inclusive por via aérea, com o uso de helicóptero.

Participaram integrantes do Ministério Público do Tocantins (MPTO), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros Militares, Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), além da Defesa Civil Municipal de Monte do Carmo, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e outras secretarias municipais.

Por parte do MPTO, participou da ação o procurador de Justiça José Maria da Silva Júnior, que coordena o Centro de Apoio Operacional de Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (Caoma) e a Força-Tarefa Ambiental instituída pelo Colégio de Procuradores de Justiça para coibir desmatamentos e queimadas.

Na reunião preparatória que antecedeu a operação, José Maria ressaltou a importância da integração das instituições estaduais e municipais, com o apoio do Exército e da Marinha, em ações destinadas a coibi o uso ilegal do fogo.

Sobre a atuação do MPTO, ele informou que em 2020, de janeiro a outubro, foram identificados cerca de 6.600 imóveis rurais onde ocorreu o uso do fogo. A identificação se dá pelo uso de imagens de satélite e pelos instrumentos do Laboratório de Geoprocessamento. O passo seguinte será a identificação dos responsáveis, para a tomada das medidas cabíveis no caso de queimadas em período proibido e de incêndios florestais.

Em outras etapas, a Operação Integrada de Fiscalização contra os Incêndios Florestais já percorreu Paranã, Talismã, Alvorada, Dianópolis e Lajeado.

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