Procurador Matheus Carneiro

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta-feira, 3, depois de tentar matar uma juíza na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista em São Paulo-SP. Ele invadiu o gabinete da juíza Louise Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, e chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve.

Antes de se descontrolar totalmente, o procurador despachara com a desembargadora Cecilia Marcondes, quando já se mostrou alterado. Assunção então foi ao gabinete do desembargador Fábio Prieto, no 22º andar. Ele presidia uma sessão de julgamento e não estava no gabinete no momento.

O procurador, então, desceu as escadas e invadiu a sala que fica imediatamente abaixo, de Paulo Fontes, mas ocupado por Filgueiras durante suas férias.

A juíza trabalhava em sua mesa e foi surpreendida pela invasão do procurador, mas conseguiu se afastar dele, as mesas dos desembargadores são bastante amplas, o que dificultou o acesso de Assunção à vítima.

Diante do insucesso, ele ainda tentou jogar uma jarra de vidro na direção da magistrada, mas errou. O barulho da jarra quebrando foi o que chamou a atenção dos assessores. E o procurador foi imobilizado pelas pessoas que estavam dentro do gabinete durante a ação.

Na mesma noite, a Polícia Federal lavrou auto de prisão em flagrante contra o procurador. E encaminhou o preso à audiência de custódia nessa sexta-feira, 4.

A PRISÃO

O Procurador foi transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Dr. Arnaldo Amado Ferreira, em Taubaté-SP. A ordem foi dada pela juíza Andréia Sarney, da 1ª Vara Criminal de São Paulo.

A juíza diz que o Procurador “visivelmente e por meio de questionamentos aparentou transtornos mentais e afirmou possuir dependência alcoólica’.

O TRF-3 informou que irá tomar todas as medidas necessárias para a minuciosa apuração do crime.

Compartilhar

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: jornalismo@nortedotocantins.com.br que iremos analisar.