Representantes de comunidades indígenas que vivem na Ilha do Bananal marcaram presença na audiência pública sobre a rodovia Transbananal na última sexta-feira (18), em Gurupi, e indicaram apoio à pavimentação do trecho que atravessa a ilha.

A audiência pública, que reuniu mais de 2 mil pessoas no município, ocorreu no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal e foi presidida pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO), autora do requerimento que deu origem à diligência.

Para a senadora, a estrada é fundamental mas precisa ser feita de forma sustentável, respeitando as questões ambientais e ouvindo os povos indígenas em todo o processo. “A participação das comunidades indígenas que vivem na Ilha do Bananal, os Karajás e Javaés, é fundamental para levarmos à frente o projeto de pavimentação da rodovia TO-500, a Transbananal. A via vai gerar mais integração e levar desenvolvimento ao Tocantins e ao Mato Grosso”, afirmou.

O cacique Iwraru Karajá ressaltou a importância da presença dos povos indígenas na audiência, para que compreendam de que forma serão afetados tanto com as obras quanto com os desdobramentos após a conclusão da pavimentação. Para o cacique, a rodovia poderá beneficiar a comunidade, dando acesso à saúde e educação de melhor qualidade.

Também representando o povo Karajá, o cacique Cléber ressaltou a união dos povos em torno da Transbananal. Destacou que todos projetos têm aspectos negativos e positivos.

“Alguns dizem ‘vai entrar mais droga, alcoolismo’, mas isso infelizmente na aldeia já existe. O que queremos é melhoria para o nosso povo que sofre. Nós que conhecemos a nossa realidade, e por isso hoje estamos aqui. Estamos juntos com vocês nesta batalha, só queremos um consenso”, destacou.

Na mesma linha, o presidente da câmara de Vereadores de Formoso do Araguaia, Robson Haritianã, um dos representantes do povo Javaé, destacou que os indígenas procuram por melhor qualidade de vida.

“Índio hoje quer casa boa, quer andar de carro, mas não deixa de lado a sua cultura. Essa audiência dá abertura para entrar nas aldeias e dialogar. Quantas pessoas já morreram porque não tinham acesso rápido à cidade? A estrada não é um pedido dos índios, mas ela traz conhecimento, facilitando até o índio fazer uma faculdade e defender seu povo”, disse.

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