Na sessão dessa quinta-feira, 03, o vereador Lúcio Campelo (PL) rebateu críticas do parlamentar Tiago Andrino (PSB) em relação à gestão da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) na saúde de Palmas. “Fale das deficiências, mas fale também da dívida de R$ 16 milhões deixada pelo secretário Nésio Fernandes, que era da gestão do Carlos Amastha, e que a prefeita vem pagando”, contestou Campelo.

Na tribuna, Andrino convidou os vereadores da base a acompanha-lo nas upas e postinhos da cidade para avaliar as necessidades. Disse que há recursos disponíveis e levantou crítica sobre a troca de secretários da pasta. Lúcio, por sua vez, reconheceu que há dificuldades na saúde pública em todos os cantos do País, ressaltando o trabalho da prefeita em tentar resolver as carências. “E se houve má gestão o responsável é quem deixou dívida e não ela que está trabalhando a duras penas para quitar as dívidas da saúde deixadas pela ex-gestão”, afirmou.

De acordo com Campelo, a Prefeitura estava com mais de 70% do seu orçamento comprometido quando Cinthia Ribeiro assumiu. “Recebeu a Prefeitura numa situação extremamente difícil e ela vem tentando trabalhar, organizar tudo, respeitando o contribuinte palmense”, disse.

Aponta o dedo a quem defendia

Segundo Lúcio, Tiago Andrino aponta o dedo a quem antes defendia. “O senhor esqueceu que estava nos palanques por esta cidade, defendendo o nome da Cinthia para ser vice-prefeita, colocando ela como uma das grandes mulheres, esposa do finado João Ribeiro, preparada para ocupar o espaço. Hoje o vereador vem criticar aquilo que defendeu ontem. Tem algo errado aí. O povo não é bobo”, lembrou.

Contas rejeitadas

Lúcio Campelo bateu de frente, por diversas vezes, com a gestão passada, comandada por Carlos Amastha. Hoje, como lembra o vereador, as denúncias estão sendo confirmadas. “Fiz muitas denúncias contra a gestão anterior e estava tão certo, estava tão convicto da minha certeza de que existia desonestidade que já tem contas aí rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Eu tinha razão ao fazer as cobranças”, disse. O TCE rejeitou as contas de Amastha relativas ao exercício de 2016.

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