38 barracos foram consumidos pelas chamas
38 barracos foram consumidos pelas chamas

Medidas importantes para tranquilizar os lavradores rurais do Acampamento Padre Josimo estão sendo tomadas pela DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins, por meio do NUAmac Araguaína – Núcleo Aplicado de Minorias e Ações Coletivas, para garantir rigor na investigação de um incêndio na área, supostamente criminoso, ocorrido no último dia 14. Na terça-feira, dia 22, equipe do Núcleo esteve no local, na zona rural de Carrasco Bonito, com os representantes das 80 famílias para orientar quanto aos procedimentos.

Os lavradores foram informados que o Delegado Regional, Eduardo Morais Artiaga, informou ter deslocado a investigação para a 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil, no município de Araguatins, em atendimento a ofício da DPE-TO, bem como realizou perícia de modo urgente no local dos fatos, e o cadastramento das vítimas foi logo encaminhado após reunião com a equipe da Instituição.

O deslocamento do inquérito e a realização célere da perícia são medidas que demonstram o empenho das autoridades na apuração do caso, segundo o coordenador do NUAmac Araguaína, defensor Sandro Ferreira. “O acampamento está na área rural de Carrasco Bonito, cidade em que não há Poder Judiciário, Ministério Público ou Defensoria sediados, mesmo a Delegacia local não possui a estrutura suficiente, e por tal razão pedimos desde o início o acompanhamento do caso pela Regional de Araguatins onde há a estrutura necessária para a realização da investigação. Como se trata de um conflito envolvendo muitas pessoas da região é melhor para a investigação que ela seja realizada fora da cidade”, avaliou o coordenador do NUAmac Araguaína, defensor Sandro Ferreira.

Dada a gravidade dos fatos, as famílias foram orientadas a como proceder em situações similares quanto ao apoio dos Núcleos Especializados da DPE-TO no registro de ocorrências em situações de dano coletivo. Também foi informado aos ocupantes que já existe no MPF – Ministério Público Federal um pedido de informações acerca da área junto ao Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, resultado de uma reunião conjunta realizada com a parceria interinstitucional da Defensoria Pública e MPF.

Segundo o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o acampamento está situado em um assentamento do Incra, criado na década de 90, numa região de forte disputa entre fazendeiros, políticos e empresários, que tentam de toda forma se apropriar da área pública. Os trabalhadores rurais relatam que o Incra destinou cerca de cinco mil hectares, contudo, no cartório só consta a desapropriação de pouco mais de dois mil hectares, a área restante não possui título de domínio e está sendo tomada por posseiros. Com informações do MST

Campanha

O incêndio não deixou vítimas fatais, mas algumas famílias perderam todos os seus pertences, além de uma grande quantidade de alimentos que foi queimada, pois possuíam seis alqueires plantados. Para arrecadar alimentos, roupas e enxovais de cama e banho para as vítimas, a DPE-TO iniciou campanha interna e externa. Os produtos podem ser entregues na sede em Araguaína ou demais sedes localizadas na região do Bico do Papagaio.

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