Mutação do coronavírus/ Foto: Reprodução/JN

O caso, discutido este ano no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, mostra que é possível pegar duas variantes da Covid-19 simultaneamente, disse a sociedade que organizou o congresso em um comunicado.

O órgão disse que uma mulher ficou doente com os tipos Alfa e Beta identificados pela primeira vez na Grã-Bretanha e na África do Sul e seus médicos disseram que ela poderia ter contraído a infecção de duas pessoas diferentes.

A mulher, que foi tratada em um hospital perto de Bruxelas, ainda não tinha sido vacinada, segundo a emissora pública belga. A Bélgica, como grande parte da União Europeia, enfrentou problemas de entrega de vacinas no início de 2021 e seu programa de vacinação começou lentamente, embora a UE já tenha distribuído vacinas para cobrir 70% da população.

A associação, citando discussões no congresso de 9 a 12 de julho, disse que os médicos acreditam que foi o primeiro caso documentado desse tipo e, embora raro, infecções duplas semelhantes estão acontecendo.

“Ambas as variantes estavam circulando (em março) na Bélgica”, disse a bióloga molecular Anne Vankeerberghen, para a imprensa belga. “Portanto, é provável que essa mulher tenha sido infectada por duas pessoas diferentes com duas variantes do vírus. Infelizmente, não sabemos como essa infecção aconteceu”, disse ela.

A Comissão Europeia alertou que espera que a variante altamente contagiosa Delta do coronavírus se torne dominante na Europa neste verão, citando estimativas da agência de prevenção de doenças da EU. (Isto É)

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