Sandoval Cardoso (SD)

O ex-governador do Tocantins Sandoval Cardoso se tornou réu em um processo em que é acusado de receber R$ 220 mil da empresa JBS durante a campanha eleitoral de 2014. A denúncia afirma que o dinheiro foi usado para pagar despesas da campanha e não foi declarado para a Receita Federal. A decisão de acolher a denúncia foi tomada na segunda-feira (12) pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Palmas.

A investigação que levou ao processo foi realizada pela Polícia Federal. Segundo o inquérito, o valor não teria sido entregue diretamente a Sandoval, mas repassado pela JBS para a conta de uma empresa chamada Carlos Pacheco Assessoria Cinematográfica, que teria produzido parte dos programas de rádio e TV de Sandoval Cardoso durante a campanha.

Quando prestou esclarecimentos para a Receita Federal, a Carlos Pacheco Assessoria Cinematográfica confirmou o recebimento do dinheiro e declarou que “A campanha do Sr. Sandoval Cardoso nada nos pagou, e para possibilitar que pudéssemos mitigar nosso prejuízo, nos foi solicitado emissão de Nota Fiscal de Serviços para a empresa JBS S/A, que efetuaria o pagamento; Foi exatamente nesse contexto que recebemos da empresa JBS S/A o valor questionado”.

O esquema também teria sido confirmado durante a delação premiada da JBS. De acordo com o que consta na denúncia, o pagamento foi classificado pelos gestores da empresa como pagamento de ‘propina’.

Ao ser ouvido pela Polícia Federal, Sandoval Cardoso negou as acusações e disse que a empresa Carlos Pacheco Assessoria Cinematográfica sequer tinha prestado serviços durante a campanha. A acusação do processo aceito pela Justiça é de crimes contra a ordem tributária. (Com: G1/TO)

Comentários do Facebook