Chistian Zini, Adir Cardoso, Claudio de Araújo Schuller e Cleide Brandão Alvarenga — Foto: Montagem G1

O juiz João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal Criminal de Palmas, autorizou nesta quinta-feira (23) a soltura de todos os alvos da Operação Carta Marcada, da Polícia Federal, que ainda estavam presos. Ele entendeu que todos os investigados deveriam se beneficiar dos efeitos dos habeas corpus concedidos a dois dos envolvidos pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Com isso, Christian Zini e Adir Gentil devem ser liberados nas próximas horas. Zini estava em uma cela do Quartel de Comando Geral da Polícia Militar e Gentil estava preso em Santa Catarina, onde mora. A medida também se aplica ao empresário Luciano Rosa, que não chegou a ser localizado pela PF.

Na última terça-feira, 21, o juiz federal João Paulo Abre determinou a soltura de José Emilio Houat, Cleide Brandão Alvarenga e Carlo Raniere Soares Mendonça. Segundo a ordem de soltura, o motivo é que os três ‘colaboraram substancialmente com o avanço das investigações’.

As defesas de todos os investigados apresentaram argumentos semelhantes nos pedidos de soltura, de que os fatos investigados são antigos, se tratam de supostos crimes não violentos e que não há risco para as investigações. Nenhum dos investigados pode manter contato um com o outro.

A investigação

As fraudes investigadas pela PF envolvem contratos suspeitos foram fechados em 2014. A suspeita é de que o grupo tenha se apropriado de mais de R$ 15 milhões. O ex-prefeito Carlos Amastha, que também é investigado na ação, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a ele.

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