Foto: Exame Covid-19

O vereador Milton Neris (PDT) manifestou nesta quarta-feira, 24, durante sessão ordinária da Câmara dos Vereadores de Palmas, a sua preocupação com o crescimento do número de casos positivos da Covid-19 na Capital, em especial nos bairros da região sul da cidade e cobrou maior controle. Somando-se todos os bairros da região sul, já são mais de 420 casos positivos da doença, de um total de mais de 1.390 pessoas doentes em toda a Capital.

Milton Neris saiu em defesa da vida humana e dos cidadãos, justificando que ninguém fica doente porque quer. “As pessoas estão adoecendo porque precisam sair de casa para trabalhar, muitas tendo que pegar transporte público coletivo lotado. Arriscam suas vidas em ônibus lotados, e em alguns momentos, como os horários de picos, com a capacidade de lotação extrapolada”, expôs.

Decisões equivocadas

Segundo o parlamentar, tudo leva a crer que o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE Palmas Covid-19) tem tomado decisões equivocadas, decisões essas com o aval da Prefeitura e que precisam ser revistas urgentemente. “Deve-se garantir mais ônibus, mais veículos nos horários de picos para evitar aglomeração, pois superlotados são locais propícios para a doença. Infelizmente, moradores de Palmas, moradores da região sul da cidade, essa gestão colocou suas vidas em risco”, provocou.

Milton Neris disse que é informação pública o fato de que os bairros Aureny I, Aureny II, Aureny III, Aureny IV e Setor Taquari, em destaque, o índice do novo coronavírus é altíssimo. Vale lembrar que somente no Aureny III, que é epicentro na cidade, são mais de 90 casos. “Os casos nestes bairros, antes, eram pequenos se comparados a outros bairros. Repito, é uma gestão que brinca com a vida de vocês palmenses, pois nesta semana fez inauguração de obra em Taquaruçu, provocando aglomeração em detrimento de suas próprias regras. Tenho a impressão de que a gestão pode tudo”, apontou, acrescentando que “o discurso da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) de que quer proteger a população é uma falácia”.

“Não podemos permitir isso, pois dinheiro para gastar com ações eficazes e que, de fato, protejam a população, ela tem sobrando. A prestação de contas do primeiro quadrimestre mostra um superávit primário de R$ 71,9 milhões, e o município, invés de gastar com medidas protetivas, está simplesmente lavando as mãos e os números crescendo”, refletiu.

O vereador chamou a atenção da gestão, do COE e da própria Câmara de Vereadores, pois, segundo ele, os parlamentares tem obrigação de fiscalizar e cobrar, quanto a uma solução ao problema do transporte público para que não seja instrumento de contaminação. “O MPE (Ministério Público Estadual) já se manifestou sobre o assunto. Mas nós, vereadores, precisamos provocar o debate, e o Executivo assumir suas responsabilidades, tomando uma decisão quanto ao subsidio do sistema do transporte, ofertando mais ônibus nos horários de pico, consequentemente uma ocupação menor”, finalizou Milton Neris, cobrando mais testes.

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