Centenas de pessoas foram às ruas de Marabá-Pará na manhã deste sábado (1°), em carreata, em manifestação que tinha como mote o apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, que propõe o voto impresso e auditável. A ação seria liderada pelo Movimento Brasil Verde e Amarelo Marabá. Outras cidades do país realizaram ação semelhante e simultânea, a exemplo de Belém, onde grande público aderiu.

A manifestação também era de apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro, o que foi expresso em faixas, camisetas e nas falas nos carros de som que acompanharam o trajeto. A concentração foi em um posto da Folha 29, no início da Avenida VP-8. De lá, o grande número de veículos partiu pelas ruas da cidade.

Muita gente trajando verde e amarelo e portando bandeiras do Brasil. Os carros de som repetiam o hino nacional e outros hinos como o da bandeira. A adesão foi grande entre fazendeiros e empresários, lojistas, que aproveitaram o feriado para integrar a comitiva.

Até um helicóptero, que foi plotado com as cores da bandeira e frases de apoio a Bolsonaro, participou, sobrevoando a carreata, conforme ela se movimentava pela cidade.

VOTO IMPRESSO

A PEC 135 muda o processo eleitoral já a partir das eleições de 2022 onde o sistema de votos seria de forma impressa e auditável.

Os parlamentares argumentam que as urnas eletrônicas são seguras, mas consideram que os “processos são violáveis” e por isso, há a necessidade de melhorias.

O texto também argumenta que não existe insegurança no processo, tampouco há prejuízos pessoais aos eleitores. “A realidade, todavia, demonstra que, por se tratar de mera impressão do conteúdo já registrado pelo voto digital, o voto impresso auditável não manifesta quebra do sigilo do eleitor. Não há informações e identificações pessoais. Além disso, o eleitor não levará o voto impresso, que ficará retido em uma urna, assim como ficou o voto eletrônico.”

Por fim, os parlamentares justificam que trata-se de uma medida democrática e que promove maior segurança ao processo. “Nosso povo não merece perder o direito de checar de forma eficiente se realmente a proclamação do resultado de uma eleição é aquele que está na urna. Chega de dúvidas e incertezas, voto impresso auditável sim! É urgente! É de direito! É democráco”, concluíram. (Correio Carajás)

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