A Administração Federal de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA), equivalente à Anvisa no Brasil) autorizou, nesta sexta-feira (1), o uso emergencial do antiviral remdesivir no tratamento da Covid-19.

A autorização de emergência não significa que o medicamento seja aprovado pela FDA, um padrão que só vem após uma revisão detalhada que mostra que um medicamento pode tratar com segurança e eficácia uma determinada doença. A agência pode emitir uma autorização de uso de emergência (EUA) para produtos médicos não aprovados que podem ajudar a tratar uma doença com risco de vida quando nenhuma alternativa aprovada estiver disponível.

O medicamento foi aprovado porque “pode ​​ser eficaz no tratamento de pacientes durante a pandemia de COVID-19”, de acordo com o boletim da agência .

Pesquisas que mostram que o remdesivir bloqueia a atividade do novo coronavírus nas células o tornaram um candidato líder no tratamento da COVID-19. O medicamento foi desenvolvido pela empresa farmacêutica Gilead para tratar o Ebola. Antes desta autorização, os médicos podiam tratar apenas pacientes inscritos em programas de pesquisa clínica ou através de autorização de uso compassivo.

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) disse que os pacientes que foram tratados com remdesivir se recuperaram do COVID-19 quatro dias mais rápido que os pacientes que receberam placebo. Oito por cento do grupo que recebeu o medicamento morreu, em comparação com 11 por cento do grupo placebo.

O NIAID disse que divulgará em breve os dados mais detalhados sobre o estudo, que incluiu mais de 1.000 pacientes.

Anthony Fauci, infectologista da força tarefa de luta contra o coronavírus, disse que o antiviral Remdesivir é um 1º passo importante para vencer a Covid-19

Em fevereiro a farmacêutica chinesa BrightGene Bio-Medical Technology disse que começou a produzir em larga escala o medicamento experimental da Gilead Sciences. (Fábio Reis)

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