Senadora Kátia Abreu

A senadora Katia Abreu (PP-TO) afirmou que a Comissão de Relações Exteriores do Senado não vai aprovar uma eventual indicação do ministro do TCU para a embaixada de Portugal, abrindo vaga no órgão para tentar beneficiar o governo

A tentativa do governo Jair Bolsonaro de desmontar a CPI do Genocídio, que vai apurar a omissões e responsabilidades na política de enfrentamento da pandemia da Covid -19, tem provocado reações de diversos parlamentares. A senadora Katia Abreu (PP-TO) afirmou que a Comissão de Relações Exteriores do Senado, que ela preside, não vai aprovar uma eventual indicação do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro para a embaixada de Portugal, caso ela seja confirmada.

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, Carreiro comunicou ao senador Renan Calheiros e ao ex-presidente José Sarney que pode deixar o TCU para assumir o posto diplomático, abrindo vaga para que Bolsonaro indique um novo ministro e forme maioria a favor do governo.

A saída foi entendida como uma tentativa de manobrar para se blindar de uma acusação de crime de responsabilidade por causa da sanção do Orçamento de 2021.

“Conheço o ministro Carreiro e custa a crer que isso é verdade. Mas, caso seja, não vamos permitir uma negociata dessas envolvendo uma embaixada. Não há vaga no TCU. O mandato de Carreiro termina em 2023”, afirmou a senadora.

O senador Renan Calheiros também rechaçou a manobra e classificou a medida como um “absurdo”. (Brasil 247)

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