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A Polícia Federal recebeu, este mês, documentos que apontam possível esquema de desvio de verbas envolvendo o ex-senador Vicentinho Alves (PL-TO) e o filho dele, o deputado federal Vicentinho Júnior (PL-TO). Os papéis sugerem “supostas irregularidades na liberação de emendas parlamentares quando do exercício do mandato de senador da República, e, ainda, (…) eventual ocorrência de infrações penais supostamente praticadas por atual deputado federal”, escreveu o delegado da Divisão Especial de Repressão à Corrupção (Decor) da Polícia Civil do Tocantins Gilberto Augusto de Oliveira

O caso foi enviado à PF por envolver verbas federais, e a investigação está apenas no início, ponderou uma fonte. A documentação foi remetida ainda ao Ministério Público do Tocantins e à Controladoria Geral da União (CGU), em Brasília. A apuração começou com uma carta anônima que, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Tocantins, tem trechos verossímeis

Ao UOL, Vicentinho Alves, que deixou o Senado em 2019, e Vicentinho Júnior negaram as acusações e afirmaram ser vítimas de um “dossiê” anunciado no início de março em um bate-boca na Câmara.

Carta anônima gera boletim de ocorrência Uma carta anônima com quatro páginas e 11 itens menciona supostos vínculos entre Vicentinho Alves e a CPI do Cachoeira, criada em 2012 para investigar o empresário Carlinhos Cachoeira, envolvido em esquema de jogos ilegais. O documento também liga Vicentinho Alves à Operação Trem Pagador, que investigou cartel e propina na construção do trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul. E acusa assessores de Vicentinho Júnior de serem donos de empresas de construção beneficiadas por decisões do deputado. A carta também afirma que uma das assessoras de Júnior não mora em Brasília, mas em Belém. (Do Uol)

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