
Além do princípio de motim registrado nesta quinta-feira (6) em unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, momentos de tensão também foram registrados fora das unidades prisionais. Sem maiores notícias, familiares de detentos chegaram a derrubar parte do portão que dá acesso ao Presídio São Luís 2.
Segundo a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), os familiares – a maioria formada por esposas e namoradas de detentos – tiveram acesso apenas ao estacionamento da unidade, mas foram contidos pela Polícia Militar.
A tentativa de motim durou quase cinco horas, quando os detentos atearam fogo em colchões e quebraram grades das celas dos presídios São Luís 1 e 2. O comandante do Batalhão de Choque da PM, tenente-coronel Raimundo Sá, afirmou que entre cinco e seis detentos tiveram ferimentos provocados por estilhaços e balas de borracha.
De acordo com a polícia, o movimento é uma reação ao trabalho de revista diário e mais criterioso que está sendo realizado nos estabelecimentos penais de São Luís. Vinte e dois celulares foram encontrados pelos agentes nas revistas às celas, além de várias armas brancas.

acesso à unidade
Também foram registrados momentos de tensão entre os internos da Central de Custódias de Presos de Justiça (CCPJ). A Secretaria de Estado da Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) informou que a situação foi contida por policiais e que não ganhou repercussão dentro da unidade.
Com esta, sobe para três o número de motins registrados em São Luís somente em 2014. O primeiro foi registrado no dia 16 de janeiro, na Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas, quando seis celas tiveram grades cerradas e cadeados quebrados. O segundo ocorreu no Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas, no início da noite do dia 23, também após uma revista.
(g1 maranhão)

