A urina avermelhada foi um dos primeiros sintomas apresentados pela auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, após o uso de uma caneta emagrecedora sem indicação médica. Ela está internada em estado grave desde dezembro em um hospital de Belo Horizonte.
Segundo a filha, Dhulia Antunes, Kellen começou a utilizar o medicamento no fim de novembro. O produto é proveniente do Paraguai e vendido de forma ilegal no Brasil. Em meados de dezembro, a mulher passou a apresentar os primeiros sinais de mal-estar.
Kellen foi novamente internada no dia 28 de dezembro. Além da urina escura e da fraqueza muscular, o quadro evoluiu para insuficiência respiratória e alterações neurológicas.
De acordo com relatório médico, a equipe inicialmente suspeitou de Síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica grave em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso periférico.
Posteriormente, os médicos passaram a considerar a possibilidade de Porfiria Intermitente Aguda, uma doença genética rara que afeta a produção do heme — componente da hemoglobina — e que pode ser desencadeada pelo uso de determinados medicamentos.
Atualmente, Kellen segue internada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.


