Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook WhatsApp X (Twitter) Instagram YouTube
    Norte do TocantinsNorte do Tocantins
    • HOME
    • TOCANTINS
    • PALMAS
    • NORTE
    • POLÍTICA
    • ELEIÇÕES 2026
    • POLÍCIA
    • MARANHÃO
    • PARÁ
    • GERAL
    • SOCIEDADE & BLZ
    Norte do TocantinsNorte do Tocantins
    Início » MPF aciona a justiça contra Estado do Tocantins para garantir território para comunidade quilombola
    TOCANTINS

    MPF aciona a justiça contra Estado do Tocantins para garantir território para comunidade quilombola

    Por Norte do Tocantins27 de agosto de 2020
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Tumblr E-mail

    O Ministério Público Federal (MPF) entrou com Ação Civil Pública contra o Instituto de Terras do Tocantins (INTERTINS) e o governo do estado, com o objetivo de garantir a continuidade do processo de demarcação e titulação do território quilombola de Matões, localizado no município de Conceição. O território foi devidamente certificado pela Fundação Cultural Palmares em dezembro de 2015, tendo o processo de regularização fundiária iniciado somente em 2017, pelo INTERTINS. A ACP foi ajuizada depois de esgotadas todas as tentativas resolver a situação administrativamente, como o envio de recomendações e ofícios ao INTERTINS e ao estado do Tocantins, que se recusaram a dar seguimento aos procedimentos administrativos necessários para a conclusão do processo de demarcação.

    Segundo a inicial da ACP, o instituto estagnou o processo de titulação, por tempo indeterminado, até a criação de possível lei estadual regulamentadora relativa à identificação, delimitação e demarcação de titulação de terra em favor da comunidade. O MPF pontuou que a regularização fundiária deve ser promovida, “independentemente de aprovação de Lei estadual específica, podendo ser utilizadas as normativas federais e instruções do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)”.

    A afirmativa do Ministério Público segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), “é uma norma de eficácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral”. A normativa reconhece a propriedade definitiva aos remanescentes das comunidades quilombolas que estejam ocupando suas terras, e obriga o Estado a emitir os títulos respectivos.

    O texto também pontuou que a demora excessiva na finalização do processo de demarcação do território gera graves consequências à comunidade quilombola de Matões, reverberando na potencialização da vulnerabilidade e hipossuficiência do povo tradicional, e impacta o seu direito à existência digna. “Esse quadro que inclui atos administrativos abusivamente atrasados, providências nunca concluídas e procedimentos insuficientes, são equivalentes e caracterizam a omissão da Administração, até porque sobre tais atos aplica-se o princípio da eficiência e da razoável duração do processo”.

    O MPF pede que a Justiça Federal conceda tutela antecipada em caráter de urgência, vista a situação da comunidade diante da incerteza da titulação de suas terras; a determinação de prazo de 360 dias para a conclusão do processo e a fixação de multa diária ao estado do Tocantins e ao INTERTINS caso não seja cumprido esse prazo; e a condenação dos réus ao pagamento de indenização a título de danos morais coletivos, em valor não inferior a R$ 300 mil que deverá ser revertido em favor de projetos sociais para a comunidade de Matões.

    Morosidade – Atualmente, existem 45 comunidades quilombolas em todo o estado do Tocantins, segundo dados da Fundação Cultural Palmares. No entanto, nenhuma delas teve o território demarcado e titulado pelos órgãos competentes. De acordo com a ação do MPF, a Procuradoria da República no Tocantins instaurou o primeiro procedimento para acompanhar o processo de titulação dos territórios quilombolas em 2006, “de modo que, na via administrativa, durantes esses 14 anos, não se tem notado avanço no processo de regularização fundiária das áreas”.

    Na avaliação do órgão ministerial, o procedimento de titulação das terras quilombolas é complexo, mas no ritmo atual em que o instituto o conduz, não há perspectiva para seu encerramento. “Ao forçar o INTERTINS a concluir os trabalhos a seu encargo, tão somente se cuida de assegurar o direito à razoável duração do processo, garantia constitucional que a todos socorre e que, em última análise, interessa a toda a coletividade, na medida em que valoriza o postulado da segurança jurídica e, sobretudo, mitiga a vulnerabilidade dos remanescentes de quilombo interessados”, afirmou.

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
    Artigo AnteriorMP pede indisponibilidade de bens de empresa que lucrou quase R$ 10 milhões em áreas desmatadas ilegalmente no Tocantins
    Próximo artigo Tocantins tem saldo positivo na geração de empregos pelo segundo mês consecutivoo
    Vagas de Empregos

    Postagens relacionadas

    MPTO denuncia estupro em campus de Miracema; UFT reforça apoio à vítima e cooperação com investigação

    17 de abril de 2026

    Governo do Tocantins explica impacto de indenizações a servidores e risco de perda de recursos do Fundo Amazônia

    17 de abril de 2026

    Wanderlei Barbosa participa de formatura histórica e reforça Bombeiros com novos equipamentos

    17 de abril de 2026

    Farm Day reúne produtores no sul do Tocantins e amplia debate sobre inovação, mercado e sustentabilidade no agro

    17 de abril de 2026

    Homem é condenado por perseguição virtual com perfil falso ao atual namorado da ex-companheira

    15 de abril de 2026

    Transparência em emendas parlamentares: MPTO detalha regras de rastreabilidade para Filadélfia e Babaçulândia

    15 de abril de 2026

    Últimas Notícias

    MPTO denuncia estupro em campus de Miracema; UFT reforça apoio à vítima e cooperação com investigação

    17 de abril de 2026

    Governo do Tocantins explica impacto de indenizações a servidores e risco de perda de recursos do Fundo Amazônia

    17 de abril de 2026

    Dor, inchaço e vergonha: o sofrimento silencioso do lipedema

    17 de abril de 2026

    Wanderlei Barbosa participa de formatura histórica e reforça Bombeiros com novos equipamentos

    17 de abril de 2026
    Categorias
    • CURTAS
    • ELEIÇÕES 2026
    • ESPORTE
    • GERAL
    • MARANHÃO
    • NORTE
    • PALMAS
    • PARÁ
    • POLÍCIA
    • POLÍTICA
    • SOCIEDADE
    • TOCANTINS
    • VÍDEOS
    Facebook WhatsApp X (Twitter) Instagram YouTube
    • Fale conosco
    • Quem somos
    • Expediente
    • Anuncie no site
    • Envie sua notícia
    © 2026 Norte do Tocantins | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.