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    Maranhão: Estado tem a 4ª maior taxa de analfabetismo do Brasil e maior percentual de pessoas sem instrução, revela pesquisa

    Por Norte do Tocantins16 de julho de 2020
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    Em 2019, o Maranhão foi o estado brasileiro que apresentou o maior percentual de pessoas sem instrução em 2019: 16,6% da população do estado com 25 anos ou mais de idade. Ao todo, foram contabilizados 661 mil maranhenses sem instrução. O estado do Rio Grande do Sul foi o que apresentou o menor percentual: 2,3%. Para Brasil, esse percentual era de 6,4%

    Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (15). O nível de instrução foi avaliado levando em conta o nível educacional alcançado por cada pessoa, independentemente da duração dos cursos por ela frequentados.

    Segundo a pesquisa do IBGE, no Maranhão, em 2019, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade que terminaram a educação básica obrigatória – ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio – foi de 36,8%.

    Entre aqueles que não completaram a educação básica, além dos 16,6% sem instrução, 34,3% tinham o ensino fundamental incompleto, 7,4% tinham o ensino fundamental completo e 4,9%, o ensino médio incompleto.

    Por outro lado, o percentual de pessoas com o ensino superior completo aumentou. O número passou de 8,6%, em 2018, para 9,1%, em 2019. No entanto, entre as Unidades da Federação, o Maranhão apresentava o menor percentual de pessoas de 25 anos ou mais com nível superior completo.

    A unidade federativa do Brasil com o maior percentual de pessoas que completaram o ensino superior foi o Distrito Federal, com 33,8% da população com 25 anos ou mais formada. Para Brasil, esse percentual foi de 17,4%.

    Analfabetismo

    No Maranhão, em 2019, havia 823 mil pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 15,6%. Essa é a 4ª maior taxa de analfabetismo dentre as Unidades da Federação, menor apenas que as taxas apresentadas pelos estados de Alagoas (17,1%), Paraíba (16,1%) e Piauí (16%). A taxa de analfabetismo do Brasil era de 6,6%.

    Mas, comparando com 2018, houve uma redução de 0,7 pontos percentuais (p.p.) no número de analfabetos no Maranhão, o que corresponde a uma queda de 21 mil analfabetos em 2019.

    De acordo com a pesquisa, no Maranhão e no Brasil, de forma geral, o analfabetismo está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos. Em 2019, eram pouco mais de 400 mil analfabetos maranhenses com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 45,9% para esse grupo etário.

    Ao incluir, gradualmente, os grupos etários mais novos, observa-se queda no analfabetismo:

    • A taxa entre as pessoas com 40 anos ou mais é de 29,2%
    • Entre aquelas com 25 anos ou mais é 20,2%
    • Entre a população de 15 anos ou mais é 16,9%.

    Os resultados indicam que as gerações mais novas estão tendo mais acesso à educação e sendo alfabetizadas ainda enquanto crianças. Por outro lado, os analfabetos continuam concentrados entre os mais velhos e mudanças na taxa de analfabetismo para esse grupo se dão, em grande parte, devido às questões demográficas como, por exemplo, o envelhecimento da população.

    Número médio de anos de estudo

    A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2019, no Maranhão, foi 7,6 anos. Essa média vem crescendo ao longo dos anos, passando de 7,0, em 2016, a 7,6, em 2019.

    No entanto, a média maranhense foi a 2ª mais baixa do Brasil em 2019, ao lado do estado do Piauí, que apresentou a mesma média (7,6 anos), e maior somente que a média do estado de Alagoas (7,5 anos). A média mais alta do país foi do Distrito Federal, 11,5 anos. A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais no Brasil foi de 9,4 anos.

    Taxa de escolarização

    Segundo o IBGE, a taxa de escolarização é utilizada para auxiliar o monitoramento do acesso, do atraso e da evasão do sistema de ensino brasileiro. Ela retrata a proporção de estudantes de determinada faixa etária em relação ao total de pessoas dessa mesma faixa etária.

    No Maranhão, em 2019 a taxa de escolarização foi:

    • Entre as crianças de 0 a 3 anos a taxa foi de 30,5%. De 2016 a 2019, a taxa de escolarização nessa faixa etária aumentou 3,2 p.p..
    • Entre as crianças de 4 a 5 anos, a taxa foi de 96,7% em 2019, apresentando diminuição em relação aos 97,3% em 2018.
    • Já na faixa de idade de 6 a 14 anos, o resultado aponta para uma aproximação da universalização, passando de 98,9%, em 2018, para 99,5%, em 2019.
    • A taxa de escolarização entre os jovens de 15 a 17 anos, em 2019, foi de 86,4%, 0,7 p.p. acima do percentual registrado em 2018.
    • Entre as pessoas de 18 a 24 anos, a escolarização diminuiu 0,7 p.p. de 2018 (28,7%) para 2019 (28,0%).
    • Quanto às pessoas com 25 anos ou mais, 4,7% frequentavam a escola em 2019, percentual maior que o nacional de 4,5% para essa faixa de idade.

    Para o analista do IBGE, Dr. João Ricardo Silva, os resultados do módulo Educação da PNAD Contínua apontam para uma melhora nos indicadores educacionais, entre 2016 e 2019. Porém, alguns números ainda estão longe do desejado nas metas do Plano Nacional de Educação, bem como ainda deixam o Maranhão atrás de muitos outros estados. (Fonte:G1)

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