A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois policiais penais que atuavam na Unidade Prisional de Araguatins, no Bico do Papagaio, por suspeita de conceder benefícios indevidos a dois detentos apontados como lideranças de uma organização criminosa investigada por estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro.
Os servidores Lucio Mota Duarte e Kainnan Andrade Almeida Pereira também são investigados por supostamente realizarem transferências bancárias para contas relacionadas aos presos Diego Freitas da Silva e Thalisson Igor dos Santos, conforme as investigações.
O afastamento integra as medidas adotadas no âmbito da Operação Falsum Imperium, que apura a atuação de um grupo criminoso estruturado para a prática de golpes eletrônicos e ocultação de valores obtidos de forma ilícita.
De acordo com o Ministério Público do Tocantins (MPTO), durante uma diligência realizada na unidade prisional, foi constatado que os dois detentos circulavam fora das celas e recebiam tratamento diferenciado, incompatível com as normas de segurança e rotina do presídio.
Em nota, a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que, ao tomar conhecimento dos fatos, adotou medidas administrativas, entre elas o afastamento dos servidores investigados. A pasta ressaltou que não tolera condutas irregulares e que continuará colaborando com as autoridades para o completo esclarecimento das investigações.
O Sindicato dos Policiais Penais do Tocantins (SINDIPPEN-TO) também se manifestou, destacando que o afastamento possui caráter cautelar e não representa condenação. A entidade afirmou ainda que eventuais responsabilidades devem ser apuradas de forma individual, sem generalizar a conduta para toda a categoria.
Até o momento, as defesas dos policiais penais e dos detentos citados não haviam se manifestado sobre o caso.

