O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, enviou à Câmara de Vereadores documento propondo a reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (PCCR). O documento, segundo os educadores do Município, tira direitos dos trabalhadores na semana em que se comemora o Dia do Professor, 15 de outubro. A mudança proposta pelo gestor causará inclusive diminuição no salário dos servidores da Educação o que gera uma crise na Educação de Araguaína.
“O prefeito de Araguaína surpreende os educadores justamente na semana em que o Brasil celebra o Dia do Professor. Em vez de valorizar quem sustenta a educação pública, ele envia à Câmara Municipal um projeto de lei que acaba com o nosso plano de carreira, construído com anos de luta, suor e conquistas da categoria”, criticou a professora Silvinia Pires.
Mudanças pra pior
De acordo com os professores, o projeto foi elaborado sem diálogo com os representantes da classe, sem escuta das escolas e dos profissionais que estão diariamente na sala de aula. O texto ainda propõe mudanças graves, como a troca do salário base por gratificações, o que prejudica diretamente a aposentadoria dos professores; a criação de “vantagens pessoais” que enfraquecem a estrutura remuneratória e aumentam as desigualdades; além de ameaçar direitos adquiridos, mudar a forma de progressão funcional e descaracterizar toda a carreira docente, transformando o que era estabilidade e reconhecimento em mera “concessão administrativa”.
“Enquanto o Governo Estadual encaminha à Assembleia Legislativa um plano de carreira que valoriza a Educação, o prefeito de Araguaína faz o oposto: envia um projeto que desmonta tudo o que construímos coletivamente ao longo dos anos”, declarou a professora.
‘Não vamos nos calar’
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado (Sintet) também criticou o documento por meio de uma nota de repúdio.
“O prefeito de Araguaína demonstra o desprezo que tem pelos professores ao enviar um projeto dessa natureza sem qualquer diálogo com a categoria, surpreendendo a todos e atacando conquistas históricas do magistério. É um verdadeiro presente de grego aos educadores”, traz o documento da diretoria regional.
A categoria promete não se calar e mostrar que o documento fere direitos já consolidados pelos profissionais. “Como professora, me sinto indignada. Indignada porque não é apenas o meu salário que está sendo atacado é a dignidade de toda uma categoria. O que o prefeito chama de ‘reestruturação’ é, na verdade, uma tentativa de apagar a história e o esforço de quem dedicou a vida ao ensino público. E é por isso que nós, professores, não vamos nos calar”, enfatizou Silvinia.

