A Câmara Municipal de Araguaína aprovou, em votação polêmica, o projeto que autoriza o prefeito a atualizar a base de cálculo do IPTU por meio de decreto sem necessidade de nova análise dos vereadores. A decisão gerou revolta entre moradores, que agora temem aumentos anuais do imposto sem debate público ou transparência.
A medida, vista por muitos como uma porta aberta para reajustes sucessivos, foi aprovada pela maioria dos parlamentares, mesmo diante das críticas de contribuintes que já enfrentam alta no custo de vida, serviços públicos precários e um cenário econômico delicado.
Para parte da população, a Câmara deixou claro que está mais afinada com interesses do Executivo do que com o bolso dos araguainenses. Em vez de atuarem como defesa da comunidade, alguns vereadores parecem dispostos a sacrificar o bem-estar coletivo em nome de acordos políticos e alinhamentos internos.
Durante a votação, apenas um vereador rompeu o silêncio. O Tenente Coronel Israel foi a única voz contrária ao projeto e classificou a proposta como “um cheque em branco” dado ao prefeito. Ele alertou para o risco de conceder autonomia ilimitada ao Executivo para alterar um imposto que impacta diretamente cada família da cidade.
Israel também criticou o formato acelerado da votação, afirmando que os parlamentares foram colocados “contra a parede” diante de um texto cujo impacto financeiro ainda é imprevisível.
Com postura independente, o vereador defendeu que decisões que mexem no bolso dos contribuintes devem continuar passando pelo debate público e pela aprovação do Legislativo, e não ficarem restritas a um decreto.
A reportagem do NT tentou contato com o presidente da câmara, Max Baroli, para obter posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.


