Voltou a circular em grupos de WhatsApp e redes sociais um print de novembro de 2024, no qual a ex-senadora Kátia Abreu aparece ao lado do marido, Moisés Gomes, segurando um osso de costela com a legenda: “Costela de curraleiro! Da fazenda Aliança. Família unida come costela unida.” A publicação é apontada como sátira ao governador Wanderlei Barbosa, que utilizou o mote “curraleiro” em sua campanha eleitoral.

A imagem reacendeu críticas de que Kátia e seu filho, o senador Irajá, conspiram há anos para desestabilizar e derrubar Wanderlei do cargo. A família teria usado influência política em Brasília e proximidade com o governo Lula para tentar fragilizar o governador, culminando em seu afastamento no início de setembro.

O reflexo dessa articulação ficou evidente quando, um dia após a decisão judicial, Kátia visitou o vice-governador Laurez no Palácio Araguaia, já no exercício do cargo de governador interino. A visita foi vista como uma comemoração da traição do vice e da aliança com os Abreus, resultado direto da conspiração que levou ao afastamento de Wanderlei. Esse episódio escancara a aproximação que vinha sendo construída desde o final do primeiro ano de governo, quando ainda ambos os grupos negavam qualquer proximidade.
No final de agosto deste ano, uma semana antes do afastamento de Wanderlei, Laurez se filiou ao PSD, partido do senador Irajá, em ato que contou com a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, político de grande influência e extremamente bem posicionado em Brasília.

Histórico de conspirações
O episódio se soma a outros registros de conspiração contra o governador. Em março de 2024, encontros de Kátia com aliados políticos foram denunciados pela imprensa como planejamentos de ações contra o governo. Na ocasião, ela teria afirmado que conseguiria afastar Wanderlei “em poucas semanas”, valendo-se de sua rede de contatos em Brasília. Questionada posteriormente sobre declarações sobre o governador, Kátia chamou Wanderlei de “rei morto”.
A circulação do print com o osso agora é vista como prova simbólica da perseguição política que a ex-senadora mantém. A proximidade de Kátia com o ministro Mauro Campbell, do STJ — que assinou a decisão de afastar Wanderlei —, também volta a ser lembrada como fator que reforça sua influência nos bastidores, especialmente considerando que ambos participaram de reuniões conjuntas no mesmo período.


