Em uma escalada sem precedentes no conflito entre Israel e Irã, forças israelenses realizaram na madrugada desta quinta-feira (13) um ataque aéreo de grande escala contra alvos estratégicos em território iraniano. Entre os locais atingidos estão instalações nucleares nas proximidades de Natanz e Fordow, além de bases militares no entorno de Teerã.
De acordo com fontes da inteligência israelense, o bombardeio tinha como principal objetivo desestabilizar o programa nuclear iraniano, que, segundo Tel Aviv, avançava em ritmo acelerado rumo à produção de armamentos atômicos.
O ataque também resultou na morte do general Mohammad Reza Ashtiani, chefe das Forças Armadas iranianas. Ashtiani estaria em uma base militar no momento do ataque e não resistiu aos ferimentos. A morte do general foi confirmada por autoridades iranianas, que prometeram uma “resposta esmagadora”.
Reações internacionais
A comunidade internacional reagiu com preocupação à ofensiva. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião emergencial para discutir a situação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção” e alertou para o risco de uma guerra em larga escala no Oriente Médio.
Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, não confirmaram participação na operação, mas reiteraram o “direito de autodefesa” de Tel Aviv. A Rússia e a China condenaram veementemente os ataques e cobraram explicações de Israel.
Contexto
As tensões entre Israel e Irã se intensificaram nos últimos meses após sucessivas denúncias sobre enriquecimento de urânio por parte de Teerã além dos limites previstos no acordo nuclear de 2015, do qual os EUA se retiraram em 2018. Israel acusa o Irã de manter atividades militares secretas relacionadas à produção de armas nucleares — algo que o governo iraniano nega categoricamente.
O ataque desta madrugada representa um novo patamar no confronto entre os dois países e levanta temores de um conflito regional com ramificações globais.

