A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (30) seis mandados de busca e apreensão em uma nova operação contra fraudes em licitações e contratos em obras de infraestrutura no Tocantins. A ação foi chamada de Rumple e é um desdobramento da operação Apia, que apurou desvios de mais de R$ 200 milhões em obras públicas estaduais. Nesta nova fase são investigados pagamentos de propina e lavagem de dinheiro.

São cerca de 30 Policiais Federais cumprindo os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal do Tocantins. A maioria das ações está concentrada no Distrito Federal. A PF informou que nova fase tem como objetivo validar declarações prestadas em delações premiadas durante as investigações da Operação Ápia.

Conforme a Polícia Federal, a investigação apura o pagamento de vantagens indevidas para garantir o direcionamento de contratos e o desvio de recursos destinados a obras públicas no Tocantins. O principal alvo é o núcleo apontado como responsável pelo processo de lavagem do dinheiro das propinas.

Os investigados supostamente simulavam a origem e destinação do dinheiro através de sucessivas operações financeiras e empresas que seriam de fachada. O valor dos pagamentos investigados nesta investigação ultrapassa R$ 10 milhões.

Com estes novos mandados a polícia informou que busca coibir a continuidade das ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, além de identificar e recuperar verbas frutos dos desvios. Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Ainda de acordo com a polícia, o nome da operação é uma referência ao personagem de um conto, também conhecido como Rumpelstiltskin, que transformava palha em ouro.

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