Foto: Marcos Sandes

Alguns setores da economia não se deixaram abalar pela pandemia do novo coronavírus, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no último dia 29 de maio, mostram que a agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no comparativo entre o primeiro trimestre de 2020 e o último trimestre de 2019. Já no comparativo com o mesmo período em 2019, o crescimento foi de 1,9%.

Seguindo essa tendência de crescimento, a empresa Polli Fertilizantes Especiais está expandindo seus negócios com a implantação de uma filial da indústria em Araguaína. Representantes da empresa se reuniram na última terça-feira,2, com o prefeito Ronaldo Dimas e equipe técnica, para definir os termos da vinda da nova fábrica.

“A finalidade desta unidade é atender à grande região de Araguaína, bem como dos outros estados que compõem o MATOPIBA, além do Pará e Ceará. São regiões que já atendemos, mas onde a questão de frete se torna bem difícil”, comentou Osni Miranda, CEO da empresa.

Com um investimento na ordem de R$ 15 milhões, a nova indústria contemplará cerca de 50 empregos diretos e 250 indiretos. Como incentivo para a implantação da fábrica e geração de empregos, a Prefeitura de Araguaína fez a doação da área, localizada no Distrito Agroindustrial de Araguaína (Daiara), e a isenção do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) por dez anos.

Por quê Araguaína?

O empresário relatou que a escolha da cidade foi motivada por diversas razões. “Araguaína possui uma localização geográfica privilegiada, oferta de matérias primas e é uma cidade que nos últimos oito anos mudou radicalmente, com infraestrutura, educação e serviços médicos de qualidade”.

“Além da posição centralizada no MATOPIBA, que facilitará a logística, Araguaína é uma cidade que desponta em âmbito nacional com o agronegócio, principalmente na área de pastagens e agora também com eucalipto e soja”, comentou o secretário executivo do Desenvolvimento Econômico, Helter Dantas.

A unidade da indústria em Araguaína produzirá anualmente de 100 a 110 mil toneladas de produtos à base de calcário, gipsita, fósforo e potássio, matérias primas que compõem a cadeia de fertilidade das plantas. A previsão é de que no prazo de 10 a 12 meses, a partir do início das obras, a fábrica já inicie as atividades. (Mara Santos)

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