Delegado Luis Gonzaga

Com 390 casos confirmados de coronavírus em Araguaína, de acordo com Boletim Epidemiológico do dia 13 de maio, município apresenta o maior número de pessoas contaminadas do Tocantins, quase o dobro em relação à capital, Palmas, que possui 198. Com isso, o cuidado para evitar um colapso no sistema de saúde deve ser redobrado. Na 26ª Delegacia de Polícia de Araguaína o Delegado-Chefe, Dr. Luis Gonzaga, afirma que “o crime infelizmente não entra em quarentena” e por isso reforça que a população procure a Delegacia somente em casos de urgência, podendo recorrer à Delegacia Virtual em casos menos complexos, a fim de evitar a aglomeração.

São casos menos complexos: furtos, extravio de objetos, perda de documentos, denúncias. São casos em que será analisada a urgência da investigação: roubos, estupros, homicídios, latrocínios, entre outros.

O Delegado sindicalizado ao Sindepol/TO, que também é responsável pela 33ª DP de Nova Olinda, reconhece que “num momento como esse o Delegado, não só como chefe, mas também como líder de equipe, tem que buscar, acima de tudo, verificar as necessidades dos subordinados, agentes e escrivães principalmente, buscar coordenar as ações no sentido de não interromper totalmente as investigações, mas de certa forma equaliza-las para que não haja exposição extrema”, diz referindo-se à prevenção de contaminação entre os servidores. De acordo com Gonzaga, estão sendo realizadas as medidas de higienização da Delegacia, uso de álcool em gel e máscaras, além do distanciamento social.

Desafios

Para o Delegado-Chefe o maior desafio tem sido realizar as investigações com número ainda reduzido de servidores, que estão afastados por fazerem parte do grupo de risco. “São pessoas que a gente não está contando na delegacia, apesar de estarem nos apoiando em serviços mais específicos. Mas em relação às investigações, dificulta um pouco, também até em relação à exposição dos policiais. A gente está sim realizando as investigações, mas tentando tratar das questões mais urgentes, até pra evitar que os policiais também sejam infectados, porque seria um desfalque maior”, explica Gonzaga que acredita que “o Delegado nesse momento tenha que ter essa sensibilidade de tanto buscar proteger os seus subordinados quanto o cidadão que necessite do serviço policial”, finaliza.

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