Na madrugada desta terça-feira, 5, o Governo do Estado finalizou a repatriação dos estudantes tocantinenses que estavam no exterior, com a chegada de dois ônibus vindos de Ponta Porã (MS) e da Cidade Del Este (Paraguai). A operação contou com apoio do Ministério das Relações Exteriores, que fez gestão com os países vizinhos que estavam suas fronteiras fechadas com o Brasil, devido à pandemia da Covid-19, causada pelo novo Coronavírus.

Ao chegarem ao Tocantins, os estudantes foram redirecionados para o Hospital Geral de Palmas (HGP), na Capital, onde realizaram testagem rápida para a Covid-19. O procedimento faz parte do protocolo de segurança sanitária organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para receber os repatriados.

Apesar de testarem negativo para o novo Coronavírus, os estudantes precisarão cumprir isolamento domiciliar pelo prazo de 14 dias. Neste período, caso apresentem algum sinal ou sintoma respiratório, deverão procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após finalizar as testagens, os alunos são levados para as suas cidades de origem em microônibus da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

“Foi uma operação que contou com uma logística complicada, mas nossa prioridade era trazer os nossos estudantes de volta para que pudessem passar esse momento de pandemia próximo a seus familiares. Graças ao empenho da nossa equipe, essa ação foi um sucesso. Gostaria de deixar registrado também os meus agradecimentos ao governo federal e, em especial, ao senador Eduardo Gomes e ao deputado federal Carlos Gaguim que não mediram esforços em Brasília para nos ajudar”, afirmou o governador do Tocantins, Mauro Carlesse.

Depoimentos de alunos que retornaram nesta madrugada

O estudante Pedro Artur, de 19 anos, retornou de Ponta Porã, e falou sobre medo e gratidão. “Nesse momento de pandemia, estamos com muito medo. Tudo que queremos é ficar junto da nossa família”, relatou.

“Somos gratos ao governador Mauro Carlesse. Tivemos apoio com hospedagem, alimentação e ajuda de custo. Somos muito agradecidos a todo do Governo, em especial aos profissionais da área da Saúde e à polícia”, complementou Pedro Artur, que está retornando para o município de Porto Nacional.

Victor Matheus, de 23 anos, que ajudou na organização dos estudantes, contou que o sentimento agora é de alívio e dever cumprido. “O sentimento agora é de realização e dever cumprido. Nossas aulas têm previsão para recomeçar em setembro, mas se a situação não melhorar voltarão apenas em dezembro ou fevereiro do ano que vem. Então, é um ano perdido, não compensa ficar lá”, afirmou.

Ansiosa para voltar a Gurupi, a estudante Bárbara Antônia, contou que após quase 24 horas de viagem de Ponta Porã a Palmas, que não vê a hora de chegar em casa. “Sinto aliviada, tanto por mim quanto pelos outros. Foram dias muito estressantes, de muitas incertezas, mas agora, vamos poder descansar em paz”, finalizou.

Balanço da Operação

A operação de repatriação dos estudantes tocantinenses teve início no dia 19 de abril, quando 60 estudantes do Paraguai saíram de Ponta Porã e chegaram à Capital.

Já no dia 22 de abril, houve a repatriação de mais 50 alunos (mais dois bebês) que estavam na Bolívia. Em 29 de abril, outro ônibus com 64 estudantes da Bolívia chegou à Capital. A operação finalizou na madrugada desta terça-feira, 5, com a chegada de 98 estudantes (mais três crianças) que estavam no Paraguai.

Ao todo, 272 estudantes, dois bebês e três crianças, provenientes do Paraguai e da Bolívia, foram repatriados pelo Governo do Tocantins, entre os dias 19 de abril e 5 de maio. Nas testagens rápidas realizadas pela SES, todos testaram negativo para Covid-19.

Histórico

A repatriação dos estudantes tocantinenses, residentes no Paraguai e na Bolívia, teve início no dia 11 de abril, quando o governador Mauro Carlesse solicitou ao Ministério das Relações Exteriores, gestão com o Governo do Paraguai e da Bolívia para assegurar o retorno dos alunos.

No dia 16 de abril, o governador Mauro Carlesse foi informado pelo Itamaraty sobre a liberação para retorno dos estudantes. Deste então, o Governo do Tocantins montou uma força tarefa para buscá-los nos países vizinhos. A operação contou com o apoio da Casa Civil, Casa Militar (Camil), SES, Seduc, Polícia Civil (PC) e Polícia Militar (PM).

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