Helder Barbalho e Lúcio Vale foram eleitos para o Executivo Estadual em 2018 | Foto: Reprodução

O vice-governador do Pará, Lúcio Dutra Vale (PL), renunciou ao cargo na sexta-feira, 23, para tomar posse como novo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA). O político é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como integrante de uma organização criminosa que desviou R$ 39,6 milhões de 10 municípios paraenses e agora será responsável por julgar as prestações de contas dos mesmos municípios.

O MPF denunciou Lúcio Dutra por fraude em licitações entre 2013 e 2017, uso de empresas de fachada. A maior parte dos recursos deveriam ter sido destinada à compra de merenda escolar. Também foram identificados desvios de recursos da saúde e da assistência social.

Os sucessivos escândalos envolvendo o governo de Helder Barbalho (MDB) e o temor com as investigações da Polícia Federal, que já fez busca e apreensão no endereço de Lúcio Vale, pesaram na decisão de entregar o cargo eletivo, conquistado em 2018. O irmão dele, o deputado federal e ex-prefeito de Viseu Cristiano Vale (PL), chegou até a ser preso pelo esquema milionário.

Indicado por Helder Barbalho, Lúcio Vale foi sabatinado pelos deputados estaduais na terça-feira, 20, na sede da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), durante reunião especial de arguição pública e teve o nome aprovado pela unanimidade dos presentes. Dos 41 deputados, 31 compareceram e registraram voto favorável ao agora ex-vice-governador.

Lúcio Vale jactuou suas redes sociais com mensagens agradecendo ao colega Helder Barbalho pela indicação.

Toda minha gratidão ao Governador @helderbarbalho, mais que um parceiro na minha trajetória política, é um amigo que levarei para vida toda, e confiou em mim para juntos trabalharmos pelo crescimento do Pará. Sou muito grato a toda minha família, que nos momentos bons e difíceis estiveram (sic) ao meu lado, apoiando incondicionalmente, escreveu ele.

Com a debandada de Lúcio Vale, o cargo de vice-governador fica vago até o fim de 2022. Pelo artigo 130 da Constituição Estadual, em caso de impedimento do governador, quem passa a assumir temporariamente a chefia do Poder Executivo é o presidente da Assembleia Legislativa – atualmente, o deputado Francisco Melo, o Chicão (MDB). (Com: Vinícius Soares/Debate Carajás)

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