Foto: Divulgação

Idosos que vivem no abrigo Tia Angelina, em Porto Nacional, a 60 km de Palmas, foram diagnosticados com a Covid-19. Segundo a coordenadora municipal de Vigilância Epidemiológica Lilian Caroline Brito, dos 19 que vivem no local, 14 estão infectados. Entre os que testaram positivo, quatro estão internados no Hospital Regional de Porto Nacional e um na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP).

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A coordenadora informou ainda que três dos cuidadores também testaram positivo para a doença. Os cuidadores teriam contraído a doença fora da casa de permanência.

Os idosos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus no fim de janeiro e testaram positivo nesse mês. Mas, segundo especialistas, mesmo após as duas doses da vacina, nosso organismo não gera uma resposta imune imediata.

“A proteção se dá um tempo após a aplicação da segunda dose, e esse tempo varia de acordo com cada vacina. Na maioria delas, a imunidade acontece a partir de dez ou vinte dias após a segunda dose”, afirma o infectologista José Geraldo Leite Ribeiro, vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Sobre a contaminação, a coordenadora disse que os idosos foram examinados, mas não tinha como fazer o isolamento dos que apresentaram sintomas. “Não tem como isolar os idosos, não tem como dividir o abrigo. Mas nós mandamos infectologista para fazer consulta, assim que eles sentiram os primeiros sintomas. Nesse momento, os que continuam no abrigo estão bem, sem queixa, apenas apresentam coriza”, disse Lilian.

A coordenadora informou também que o município testou os idosos do abrigo João XXIII e que não houve confirmações da doença.

“Precisamos entender que a primeira dose não é suficiente para dar imunidade. As pessoas precisam continuar fazendo uso das medidas protetivas, precisam utilizá-las até que 80% da população seja vacinada. Não significa que quem se vacinou não usará máscara, as pessoas precisam entender que não estão protegidas na primeira dose”, pontuou. (G1)

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