O Sintras recebe constantemente reclamações de servidores da saúde sobre o transporte oferecido no trajeto do município de Augustinópolis até Araguatins, e que o sindicato já cobrou do Governo a solução para o problema.

Esta cobrança já foi feita várias vezes através de ofícios, e diretamente em reuniões com representantes do Governo, inclusive com secretários de saúde tanto da gestão anterior, como o atual secretário Samuel Bonilha.

O presidente do Sintras, Manoel Pereira de Miranda, ressalta a preocupação da entidade com a situação. “É inadmissível que servidores da saúde sejam transportados desta forma, é uma vergonha”, diz Miranda.

Ele diz ainda que irá cobrar novamente do Governo uma providência emergencial antes que aconteça coisa pior, evitando um acidente com vítimas fatais. E assim tirando vidas de servidores que são trabalhadores que deixam suas famílias para cumprir suas obrigações profissionais e que desejam voltar para o ambiente familiar com total segurança.

Os profissionais da saúde informaram ao sindicato que o normal é duas vans que fazem o translado destes servidores, mas como uma está quebrada, somente uma van está transportando os servidores e com superlotação, e muitas vezes, é preciso ficar alguns passageiros aguardando a van ir e voltar para buscar os que não conseguiram ir à primeira viagem.

E assim a preocupação dos profissionais aumenta, pois, não dá tempo para chegar ao início do seu plantão, chegando muitas vezes até duas horas de atraso, o que pode causar transtornos no atendimento na unidade que laboram. Motivo pelo qual não podem ser cobrados em virtude da situação que o próprio Estado não quer direcionar nenhuma solução.

A profissional de saúde que não quis se identificar disse que é um grande risco o transporte oferecido hoje aos servidores da região. “Nós corremos um grande risco de morte em virtude da estrada cheia de buracos, e cada dia está pior, a van é superlotada, alguns servidores vão em pé de forma desconfortável”, disse a passageira.

Ela acrescenta ainda que no ano passado falaram várias vezes com a direção do hospital para tomarem providências, mas não deram importância para o problema. E ela afirma que o eles querem é um transporte adequado e uma boa assistência, pois além da vida profissional eles têm também a vida familiar, portanto querem segurança no translado ofertado à categoria.

Outra técnica de enfermagem sem identificar reportou ao sindicato sua indignação com a situação. “Eu me sinto discriminada, somos tratados como cachorros, muito maltratados, alguns motoristas não respeitam os passageiros que utilizam o transporte das vans, principalmente quando são idosos, além do mais as estradas está uma calamidade, há uma grande falta de respeito com a gente aqui”, disse ela.(Ascom)

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