O sargento Josafá Pinheiro é apontado pela polícia como autor dos disparos

Polícia Civil do Tocantins investiga se um sargento da Polícia Militar do Pará que foi preso na quarta-feira, 29,como suspeito de fazer parte de um grupo de extermínio, participou da execução de um advogado em Araguaína. Se a teoria for confirmada, este é o quarto militar paraense envolvido no crime. Os outros três estão presos em Palmas desde setembro.

O advogado vítima do crime, Danilo Sandes, teria sido assassinado a mando de Robson Barbosa da Costa, de 32 anos, por se recusar a participar de uma fraude durante a disputa por uma herança milionária. De acordo com a investigação, Robson queria ocultar bens da Justiça para prejudicar parentes que também tinham direito ao dinheiro. Ao todo, a herança valia cerca de R$ 7 milhões.

A suspeita do delegado José Rérisson Macedo, que comanda as investigações, é de que o sargento Josafá Pinheiro tenha atirado contra Danilo no dia do crime. “Ele foi a pessoa que cumprimentou o Dr. Danilo quando no ingresso dele naquele veículo. Ele se posicionou bem atrás do banco do Danilo e ele teria sim, para nós, efetuado o disparo”.

Dois dos PMs presos em setembro fazem parte do 4º Batalhão da Polícia Militar de Marabá. O terceiro homem foi expulso da corporação por envolvimento em outro crime. Durante o cumprimento dos mandados, um dos suspeitos tentou fugir e se envolveu em um acidente, mas acabou preso. A arma do crime não foi localizada.

A Polícia Militar do Pará disse que a corregedoria adotará as medidas necessárias e abrirá procedimento administrativo para apurar o caso, que poderá culminar na exclusão dos policiais da corporação.

Danilo desapareceu na manhã do dia 25 de julho. O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado no dia 29 às margens da TO-222, em decomposição. Ele estava apenas de cueca, com marcas de lesões, sangue e fogo, a 18 km de Araguaína, perto de entroncamento com Babaçulândia. A perícia recolheu um par de sapatos encontrado no local.(G1)

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